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Predomínio de Sol

Um Brasil patinando no lamaçal da corrupção

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    Jayme Modesto

    Engessado e patinando no lamaçal da corrupção, o país está mergulhado na mais profunda crise da história. Em meio às turbulências política e econômica, os brasileiros vêm presenciando nos últimos três anos, políticos e representantes da nata empresarial sendo presos e condenados por crimes de corrupção, com um precedente a mais, – a crise foi agravada ainda mais com a paralização dos caminheiros, quando a categoria mostrou a força que tem, ganhando inclusive titulação de ‘quarto poder’, já que mostraram coragem e provaram que podem parar o país.

    Os telejornais todos os dias escancaram denúncias de corrupção, não apenas de líderes políticos, mas também do presidente da República, presidente da Câmara a do Senado, todos envolvidos e delatados na operação Lava Jato, além é claro de contar com a complacência do Supremo Tribunal Federal, que se tornou o símbolo da vergonha nacional.

    Diante desse cenário de incertezas, instituições abaladas e falta de credibilidade dos governantes, vem gerando insegurança na sociedade que já não tem mais perspectivas.

    Aproximando-se do São João, e iniciando a Copa do Mundo, e a quatro meses das eleições gerais, nada parece despertar o interesse dos brasileiros.

    Nas ruas, nos carros, nas casas não há sinais de estarmos participando destes grandes eventos que em outras épocas mobilizavam a população. Mais preocupados com a própria sobrevivência, os torcedores da pátria de chuteiras desta vez estão mostrando indiferentes com o campeonato mundial.

    Se nem o futebol está sendo capaz de tirar o país da maresia generalizada, a próxima campanha eleitoral muito menos.

    Vivemos um gradativo processo de alienação, como se as pessoas quisessem fugir da dura realidade que as cercam, desacreditados na chamada “propostas políticas” força os candidatos de 2018 repensarem em uma nova fórmula para conquistar o próprio eleitorado.

    A baixa participação da população no pleito pode ser entendida como um sinal para as eleições gerais, em outubro deste ano.

    O ano de 2018 tem tudo para ser diferente, a depender de cada eleitor ou, do contrário, continuar com a mesmice (os mesmos políticos) de sempre.

    Enquanto isso, em Brasília vive-se um clima de velório com defunto vivo, os parlamentares se preparando para entrar em recesso e votar só após as eleições.


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