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Secretaria do Meio Ambiente recupera nascente do Córrego do Papagaio

  • Almerice Rodrigues 

    A água voltou a jorrar livre em uma das nascentes do Córrego do Papagaio, na localidade de Buriti, em Formosa do Rio Preto, depois que seu leito foi desassoreado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semmarh) em parceria com a Secretaria de Infraestrutura, Serviços Públicos e Saneamento.  “A limpeza foi muito importante e a partir desse cuidado a natureza vai fazer a sua parte. Acredito que vai reagir e voltar a ter água sempre como antigamente”, opina o seu Tico, que mantém uma propriedade no local desde o ano de 1988.

    A intervenção, integrante do Projeto Nascentes, ocorreu por dez dias consecutivos, com a orientação dos técnicos. “A ação multidisciplinar foi um sucesso. Agora o leito do riacho está com 2,5 metros de profundidade. O serviço contemplou uma área de 57 metros lineares, comprovando que o assoreamento era o responsável por degradar a nascente”, explica o fiscal em meio ambiente, Astrogildo Filho.

    “Deus é tão bom que cavando com a mão começou a brotar água”, conta o chefe do setor de fiscalização ambiental da Semmarh, Edivaldo Santos. Os moradores da região relatam que a construção de uma barragem e o seu posterior rompimento provocou o assoreamento do leito do riacho, mas as pessoas costumavam cavar de forma artesanal no local para dar água aos animais, visto ser a única fonte para saciar a sede dos bichos na região.

    Ao conhecer a situação a equipe da Secretaria do Meio Ambiente iniciou no mês de agosto o estudo e análise técnica para definir a técnica a ser usada. A partir do final do mês de setembro, a intervenção para desassoreamento do córrego começou a ser realizada. Foram retirados cerca de 2 mil metros cúbicos de aterro durante a limpeza com a máquina, o equivalente a 63 caçambas de material.

     “Recriamos um trecho do leito do riacho com a preocupação de preservar o curso dele e desassorear a região da nascente, o que vai permitir que aja água mesmo na época da estiagem e com o trabalho de reflorestamento e conservação da mata ciliar poderemos ter no futuro um Córrego do Papagaio permanente”, reforça o secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Leanderson Barreto.

    O trabalho continua com o acompanhamento contínuo da situação do Córrego do Papagaio e a conscientização dos proprietários em relação a não deixar os animais pisotearem no leito do mesmo para garantir a preservação do curso d’água. O próximo passo é cercar uma área de 3 mil metros quadrados ao redor da nascente recuperada e reflorestar com árvores nativas as margens do Córrego do Papagaio, neste perímetro.


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