A política e a degradação moral

Degradação moral, disfunção política, desordem institucional, decadência ética, impunidade, regressão social, falta de vergonha, corrupção. Esses são alguns dos adjetivos que podemos elencar.

Vários fatos destes últimos anos, amplamente divulgados na mídia, mostram, de maneira clara, o nível de degradação moral a que chegou a prática política em nosso país, afetando as três esferas dos poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Outros fatos repugnantes que dão

até nojo, são: as barganhas políticas, propina, apadrinhamentos, o “toma-lá-dá-cá” praticada por políticos e governantes sem nenhum escrúpulo, com a maior cara-de-pau e com a total falta de ética e respeito ao povo.

Os cargos públicos, seja no executivo ou legislativo, são loteados sem nenhuma preocupação com o bem comum. O critério para o desempenho de uma função pública não é mais a capacidade, a preparação e a honestidade das pessoas, mas a preocupação em “acomodar” companheiros políticos, candidatos que não foram eleitos ou aliados políticos, para atender a interesses pessoais ou em vista de ganhos nas próximas eleições. Essa é uma prática generalizada e recorrente que acontece em todos os níveis do legislativo e do executivo.

A corrupção está disseminada em todos os canais de intermediação das ações no setor público, nas três esferas dos poderes. A falta de patriotismo e brasilidade com as informações nacionais são gritantes, em detrimento da ascensão da ganância pelo dinheiro fácil, pelo enriquecimento ilícito e interesse de grupos. A cultura de integração pelo interesse coletivo da sociedade foi substituída pelo corporativismo e apadrinhamento.

Uma verdadeira degradação moral e ética dos costumes. A lei passou a não ser mais respeitada pelos cidadãos e pelos agentes públicos, tenho a impressão de que a sociedade atual está se degradando muito fácil, se tornando imoral, sofrendo uma decadência de valores. Um contraste com um idealizado passado de retidão moral e universalizado pelos princípios éticos.

Essa enorme e convencionada “decadência” sempre existiu porém, em uma parcela ínfima da sociedade, que primava pela imoralidade, decadência ética, inversão de valores e falta de respeito.

Esse conjunto de valores, normas e princípios de conduta, está decaindo com o passar dos dias. Quem é que nunca se deparou com alguém ou até consigo mesmo menosprezando valores passados pela família ou pela religião para fazer o que lhe bem prouver? A sociedade tem se mostrado cada vez mais desprendida de condutas morais que em anos atrás eram referências.

Por outro lado, os meios de comunicação que antes eram utilizados com a finalidade de realmente informar e fazer a comunicação de assuntos importantes são utilizados como meios de alienação. Hoje, os veículos são utilizados para derrubar toda e qualquer moralidade, partindo da defesa do individualismo e do direito de fazer o que tiver vontade. Um exemplo claro são as novelas e a alienação por parte das religiões.

A decadência da moralidade está estampada nas fraudes políticas, nas leis que defendem o individualismo, nas pessoas que não se preocupam com o próximo, na falta de patriotismo, na omissão das instituições, e assim por diante. Qual o exemplo que os jovens de hoje pode tirar da maioria de nossos representantes políticos e das autoridades?

É necessário reagirmos contra este estado de coisa, que a sociedade acorde para a real situação e revolucione o comportamento da nação e, isso com responsabilidade e consciência.

Existem valores éticos que são fundamentais para que a sociedade viva em harmonia. O Brasil atravessa uma fase de decadência moral inacreditável, atingindo especificamente os nossos representantes nos poderes constituídos, uma verdadeira desintegração da sociedade.

O que mais me deixa revoltado é a maneira estúpida, autoritária, desonesta e mentirosa com que os políticos respondem as críticas, utilizam de metáforas tentando desqualificar quem critica, revelando a incapacidade de rebatê -las com argumentos e fatos, ideias e inteligência. A prática dos coices e relinchos verbais desses senhores, serve para esconder a demagogia e mascarar erros e más intenções, já que é uma das mais populares e nefastas no atual meio política. A outra é responder acusando o adversário de já ter feito o mesmo, ou pior, de ter ficado impune. São formas primitivas e grosseiras de expressão na luta pelo poder, nivelada pela baixaria, e vai perder tempo quem tentar impor alguma racionalidade e educação ao debate.

Estes péssimos exemplos vem gradativamente fomentando a violência que campeia em todos os segmentos da sociedade e a banalização da vida. A corrupção já faz parte do nosso dia-a-dia, se tornou rotina. Por outro lado vemos a falência da educação, a saúde na UTI, um gigante chamado Brasil totalmente falido, desacreditado e desmoralizado perante outras nações. Não canso de me perguntar: Será que todos perderam a vergonha?


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