No Brasil a bandidagem dita às regras da criminalidade, sob o manto protetor da legislação e das“otoridades”

Jayme Modesto

Houve uma época em que nós cidadãos tínhamos orgulho em dizer, o Brasil é uma terra abençoada, não temos guerras nem terremotos. Hoje vivenciamos atrocidade jamais imaginada que seria praticada por brasileiros. Esses acontecimentos violentos nos questionam: o que estar acontecendo com nossa sociedade, que da noite para o dia comete tantos crimes? Assaltos, sequestros, assassinatos, guerra entre quadrilhas, arrombamentos, crimes passionais e contra o patrimônio e tantas outras modalidades que nos apavora a cada hora.

O cidadão de bem fica nesse fogo cruzado, atônico, perplexo, refém de um sistema de violência inaceitável.

O Estado brasileiro nos últimos anos está fracassando, não consegue reprimir a violência com medidas coercitivas. Não adianta construir presídios, adotar pena de morte, diminuir a maioridade penal, isso são medidas paliativas, uma forma de mascarar a realidade. A máquina que cria a marginalidade trabalha a todo vapor. No filme “Tempos modernos” de Charles Chaplin, na cena que o operário é engolido pela máquina, hoje nossa visão é outra, enxergamos os brasileiros sendo engolidos pela violência.

Todos os dias a imprensa divulga as atrocidades, e, ultimamente tem mostrado crimes que só se via em filmes de suspense.

A carnificina está em todo país, os bandidos desafiam a lei e debocham das “otoridades”. O cidadão que paga imposto sai de casa para trabalhar e não tem a certeza que volta.

Tantos e tantos impostos que se pagam, e deve ser ressaltado um dos maiores do mundo, e, no entanto, o estado não garante a integridade física de nós cidadãos.

Anos e anos de promessas de palanque, que vão garantir mais segurança e, no entanto, mais cidadãos morrem cumprindo seu dever de pai de família. Nossa segurança está literalmente falida.

Um país tão rico e ao mesmo tempo pobre socialmente, temos soluções para combater o crime organizado e individual, no entanto, as “otoridades” não estão nem um pouco preocupadas com a segurança da população, eles moram em mansões bem fortificadas, o povo que se dane.  Quantas vidas ainda serão necessárias se perder para que se tome uma posição.

Um menor mata uma ou duas, ou mais pessoas, e cumpri quando muito três anos de internação, e tudo estará resolvido, e seu prontuário será zerado, como se nunca tivesse praticado qualquer tipo de ilicitude.

Um assaltante por causa de seu vício, a necessidade de consumir uma pedra de craque, mata pessoas no semáforo, na porta de casa enfim, caso eventualmente seja preso alegará que é louco ou usuário, receberá uma pena, e cumprirá uma pequena parte dela e logo voltará para as ruas, sem falar que muitas vezes a polícia prende e a justiça manda soltar bandidos de altíssima periculosidade por falta de prisões ou de leis.

Mas, se algum cidadão trabalhador e cumpridor dos seus deveres resolver se defender dos infratores, e eventualmente caso tenha esta sorte resolva utilizar uma arma e por ventura venha a causar o óbito de um marginal será crucificado, marginalizado, e com certeza levado as barras do Tribunal e a prisão.

A verdade é uma só. Se a sociedade não se unir e não colocar um basta ao caos que se apresenta e se mudanças não forem feitas, pessoas inocentes e trabalhadoras continuarão morrendo e os pais e as mães continuarão enterrando os seus filhos. Até quando?


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