No Brasil um escândalo sobrepõe o outro

Escândalo da Petrobrás pode envolver ex-ministros e figurões do primeiro escalão do governo. 

Na nossa terra chamada Brasil, há um costume antigo, existe sempre um grande escândalo que acaba sobreposto por outro maior. Basta que um caso ganhe muita repercussão, que logo aparece outro mais forte e mais estarrecedor para o antecessor ser esquecido.

A sucessão de escândalos envolvendo políticos no Brasil, é algo inacreditável, a cada dia surge um escândalo prontinho para entrar na moda através da imprensa e para jogar no esquecimento os escândalos anteriores. Esse é um efeito perverso que gera impunidade, pois são tantos escândalos políticos a serem noticiados, que os anteriores perdem força no noticiário, raros sobrevivem na memória, como foi o caso do “mensalão”.

Agora a Petrobrás é a bola da vez. Denúncias sobre pagamento de suborno a um ex-diretor da Petrobrás pela holandesa SBM, dona da maior frota mundial de plataformas para exploração de petróleo do mundo, começam a ter desdobramentos, possivelmente, envolvem o primeiro escalão do governo. Além de também vir à tona a compra de uma refinaria com 30 vezes mais o valor de mercado. De acordo um ex-funcionário da SBM, o ex-diretor recebia uma comissão da empresa e repassava a maior parte para financiar campanha política. Entre os beneficiados, está um ex-ministro das Cidades e seu filho.

Escândalo maior ainda envolvendo a turma do PT, refere-se à compra da refinaria de Pasadena no Texas, esse é um escândalo que tem todos os ingredientes para superar o “mensalão do PT”. O episódio ganha contornos maiores e mais perigosos porque na época, o negócio foi autorizado pela presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, e para quem não sabe, era ninguém menos que a Dona Dilma Rousseff Presidente do Brasil.

Segundo as denúncias, a referida refinaria teria sido vendida por R$ 42 milhões, um ano depois Dona Dilma autorizou a compra por 1,100 bilhões.

O ex-diretor da Petrobrás – da cota de um dos partidos da base de apoio ao governo – pode ter recebido da SBM cerca de US$ 139 milhões. Em troca da propina, a empresa holandesa tinha a garantia de contratos para aluguel das plataformas de exploração do petróleo. O suborno começa a aparecer com mais força na mídia e já deu munição à oposição que já está pedindo a investigação do caso. A liderança do PSDB na Câmara protocolou na Procuradoria Geral da República (PGR), uma representação pedindo a investigação da denúncia.

Mais um escândalo absurdo envolvendo também a Petrobrás é a construção da refinaria Abreu e Lima – orçada em 2 bilhões – e já foram gastos mais de 18 bilhões. O projeto inicial tinha como parceira a Venezuela, com 40% dos investimentos e até agora nenhum centavo fora investido.

Com esse estica e puxa, as ações da empresa já caíram 45% em apenas três anos, desde o começo da gestão Dilma Rousseff. Essa é uma forma de ver o estrago causado pela péssima gestão e pelo uso político da instituição pelo governo do PT.

Em apenas três anos, a Petrobrás perdeu 70% de valor relativo ao setor. Os petistas, em negação à realidade, acusam como “ataque especulativo” ou besteiras do tipo. Mas o fato é inegável: investidores do mundo todo fugiram das ações da Petrobrás, pois compreenderam que a atual gestão destrói valor para os acionistas.

A única coisa que cresce na Petrobrás é o endividamento. O investidor que destinou US$ 1 mil de sua poupança às ações da petrolífera, hoje tem 70% a menos do que aquele que apostou no XLE, índice de empresas americanas do mesmo setor. Mas, segundo o PT, não devemos ficar tristes. Afinal, o petróleo é nosso!

De acordo com dados do próprio governo, o déficit da conta-petróleo, importação e exportação de petróleo e derivados, neste ano já alcançou 11,7 bilhões de dólares.

Quem não lembra quando o chefe-mor da tropilha do PT garganteou dizendo que a Petrobrás era autossuficiente.

Voltando ao assunto dos escândalos, qual o exemplo que os nossos governantes oferecem para a nação e principalmente para os jovens? O executivo central formou uma quadrilha para assaltar o país. No legislativo, câmara e senado 90% de sua composição são bandidos, respondem pelos mais diversos tipos de crimes e estão lá nos representando. O judiciário é “podre”, além de omisso é complacente com os bandidos, o que fomenta a cada dia o crime pela impunidade no país.

E para quem acha que este escriba é exagerado e está ofendendo a classe, um pequeno exemplo: o deputado Asdrubal Bentes do PMDB do Pará foi condenado pelo STF, a três anos e nove meses de prisão, por promover Laqueaduras em mulheres jovens em troca de votos. Para não perder os direitos políticos, no dia 25 de março, renunciou ao mandato, na vacância do cargo, assume o suplente Luís Otávio, que também fora condenado em 2ª instância a 12 anos e seis meses de prisão, por desvio de verbas públicas, tornando a “emenda pior que o soneto”. E ai!.


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