Espetáculo “Cápsula do Tempo” encanta e surpreende com performances teatrais nas ruas do Centro Histórico

  • Dircom

    Um grande espaço cênico ao ar livre e a magia dos casarões do Centro Histórico para contar e recontar como Barreiras foi construída pelas mãos de grandes personalidades históricas e famílias tradicionais, tudo isso aconteceu na tarde de sexta-feira, 04. A Praça Amphilóphio Lopes, que abraça a Igreja Santa Terezinha, foi o ponto de partida do espetáculo teatral “Cápsula do Tempo”, realizado pela Escola Municipal de Teatro e Dança, por meio da Diretoria de Cultura, através do Projeto “Cultura e Arte por Toda Parte”, da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Os alunos levaram seus expectadores por um passeio pelo Cais da Rua Humaitá até o Coreto, da Praça Duque de Caxias, antigo ponto de encontro dos primeiros moradores da cidade.

    O ato teatral faz parte do trabalho de encerramento do 2º trimestre das turmas de teatro, acompanhadas pelo professor Osmar Mendes Júnior e coordenação de Carmen Diana. Mais de 30 atores dentre crianças, jovens e adultos foram englobados nessa trajetória de multiculturalidade, e se transformaram em personagens reais, como coronel Caparrosa, o governador e engenheiro Antônio Geraldo Rocha, professora Guiomar Porto, Iazinha Pamplona, professor Joaquim Neto, índios Kiriris, lavadeiras, romeiros, moradores de rua como Gasolina, Tonha e Badú, que se intitulava o proprietário do Banco do Brasil.

    A plateia formada por moradores, estudantes do 9º ano do Colégio Municipal Costa Borges, acadêmicos da UFOB e visitantes, acompanhavam passo a passo, atentos a cada diálogo e reconhecimento dos personagens, que saiam dos casarões antigos e praças, arrancando gargalhadas e despertando o senso crítico do público. Dona Nice, moradora há mais de 50 anos das proximidades da Humaitá acompanhou pela janela. “Ah, mas foi muito emocionante. Eu escutei muitas dessas histórias, e lembro também de Gasolina, de Badú, da professora Guiomar Porto e muitos outros que já morreram. Nasci aqui e parece que foi ontem que vivenciamos essas histórias de vidas”, disse.

    O professor Osmar Mendes, especialista em artes e educação em teatro contemporâneo explicou que o espetáculo foi preparado pelos alunos, que utilizaram o método Teatro dos Oprimidos do brasileiro Augusto Boal. “Esse trabalho foi minucioso, envolveu todos os professores e foi escrito pelos nossos alunos de teatro, levando em consideração inúmeras técnicas como o teatro invisível, de rua, religioso, documentário, intervenção urbana pós-moderna, tudo isso dentro do Teatro dos Oprimidos que vai muito além do entretenimento, pois busca e promove nos envolvidos uma visível transformação, pelo seu caráter crítico e teatro contemporâneo”, disse o professor.

    O diretor de cultura, Lucas Barreto, acompanhado da secretária de educação, Cátia Alencar, acompanhou todo o trabalho e elogiou o envolvimento dos alunos/atores na concepção do espetáculo. “Todos os alunos de teatro, realmente deram um show de criatividade e conseguiram mostrar com maestria as memórias e história da construção social e econômica de Barreiras. Realmente foi um grande espetáculo, com a participação dos moradores e visitantes, nessa passagem pelas vielas do Centro Histórico até chegar ao Coreto, com personagens ilustres e invisíveis, fazendo reviver cada espaço e demonstrando o potencial artístico dos nossos alunos e professores da Escola Municipal de Teatro”, disse o diretor.

    A Cootrans acompanhou todo o percurso teatral, que foi finalizado no coreto da Praça Duque de Caxias, reunindo também os professores de teatro, Diva Bonfim, Ananias Serra Negra e Francisco Juliano, atores e músicos da Banda Municipal 26 de Maio.


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