25 de novembro sem muito a comemorar

Por Jayme Modesto – modesto@jornalgazetadooeste.com.br

Foto: Ilustração

Sem ter muito que comemorar, o dia 25 de novembro marca a data de combate à violência contra a mulher. É fato e não representa motivo algum de orgulho. Em pleno século XXI, a violência contra a mulher brasileira é assustadora. Ocupamos, infelizmente, a sétima colocação no ranking internacional de homicídios cometidos contra a população feminina. Para ter uma ideia, ficamos atrás somente de El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize, segundo o Mapa da Violência elaborado pelo Instituto Sangari.

Cerca de 90 mil mulheres foram assassinadas no Brasil entre 1980 e 2010, segundo dados do Instituto Sangari, divulgados no Mapa da Violência de 2012. O estudo revela a tendência de aumento da violência, somente nas últimas três décadas, o avanço na média de mortes foi de 217,69%. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam ainda que o Brasil é o 7º país com maior número de mulheres assassinadas no mundo, praticado pelo marido, namorado ou companheiro.

É preciso dar um basta a esse quadro lamentável. Ainda mais no mês em que celebramos o “Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher”. Não podemos mais aceitar que as mulheres continuem a serem vítimas contumazes de homens recalcados e violentos.  Até porque contamos com uma das mais avançadas legislações do mundo no que se refere à proteção das mulheres, falo da Lei Maria da Penha, que enfrenta dificuldades de ser colocada em prática pelo judiciário.

 É uma situação vergonhosa para o país, medidas precisam ser tomadas como: Os serviços de atendimento às vítimas, além disso, leis mais duras para os crimes contra a vida, e a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha. Definitivamente, a velha imagem da mulher como símbolo de sexo frágil precisa ser mudada, ainda mais quando presenciamos uma situação em que a violência, infelizmente, persiste com muita força em mais de 40% dos lares brasileiros.

 Esse quadro de violência, conforme a promotora Cláudia Cristina Rodrigues Martins Madalozo, do Núcleo de Promoção da Igualdade de Gênero do Ministério Público, evidencia a necessidade de se fazer uma reflexão sobre o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, comemorado, mundialmente, em 25 de novembro.

 


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