Abapa promove Dia de Campo do Algodão

Texto e fotos: Jayme Modesto

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Considerado o maior evento tecnológico da cotonicultura no Estado da Bahia, o Dia de Campo do Algodão promovido pela Abapa, que aconteceu no dia 28 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, mais uma vez foi coroado de êxito. O encontro reunir técnicos, consultores, produtores, autoridades e gerentes de fazendas. A realização foi da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em parceria com: Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia), Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e Embrapa.

Com três estações montadas no Campo Experimental da Fundação Bahia, o dia de campo, abordou os temas: Variedades de Algodão de Alta Qualidade do Programa Melhoramento do Algodão, com Camilo de Lelis Morello (Embrapa) e Murilo Barros Pedrosa (Fundação Bahia); O cenário do Agronegócio do Algodão no Brasil – Novas cultivares Comerciais de Algodão, com Eleusio Curvelo Freiro (Cotton Consultoria); e Manejo do Sistema de Refúgio e Estratégias do Programa Fitossanitário, com o coordenador técnico do Grupo Fitossanitário, Celito Breda e o consultor Marcos Tamai, da comissão de Agentes Biológicos/Grupo Fitossanitário.

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A abertura da programação do Dia de Campo de Algodão foi no dia 27, no Espaço Quatro Estações, em Luís Eduardo Magalhães, com as palestras: Brasil: Perspectivas de negócios e o algodão, ministrada pelo jornalista e sociólogo Paulo Henrique Amorim, e Mantendo finanças sólidas na agricultura, ministrada por Antônio Carlos Barbosa Ortiz, diretor executivo do Rabobank, evento foi voltado para associados e convidados.

Embrapa 

As cultivares de algodão desenvolvidas pela Embrapa em parceria com a Fundação Bahia foram apresentadas durante o evento, no dia 28. Entre os destaques as variedades BRS 336, diferenciada pela sua qualidade de fibra, e a BRS 368RF, de alta produtividade e geneticamente modificada para a tolerância ao glifosato.

Durante o evento, o pesquisador da Embrapa Algodão, Camilo Morello, abordou os avanços no programa de melhoramento genético na busca de genótipos de alta produtividade e qualidade da fibra, com resistência a doenças e a nematoides.

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Segundo ele, no Oeste da Bahia as condições ambientais e de manejo cultural são propícias à obtenção de elevadas produtividades e fibra de qualidade superior. “Isso mantém o setor produtivo otimista, buscando evoluir constantemente, tanto na organização da cadeia, quanto na adoção de sistemas de produção eficientes e sustentáveis”, avaliou. 

BRS 336 

Cultivar de algodoeiro convencional com produtividade média de pluma de 1.527 quilos por hectare, ciclo médio a tardio, porte alto, resistência à bacteriose e à virose e, alta qualidade da fibra, classificada como longa e resistente. É indicada para cultivo no cerrado da região Centro-Oeste (GO, MS, MT) e no cerrado da região Nordeste (BA, MA, PI), no chamado plantio de “safra”, com semeadura no mês de dezembro.

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BRS 368RF

A cultivar transgênica apresenta como características principais a produtividade de pluma (média de 1725 kg/ha), o ciclo médio, o porte médio a alto e, como principal destaque a tolerância ao glifosato (Roundup Ready Flex). É indicada para cultivo no cerrado da região Nordeste (BA, MA, PI) (Figura 2), em plantio de “safra”, com semeadura em dezembro ou plantio “tardio” sob irrigação.

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