Bahia sai na frente e aprova plano estadual de manejo da Helicoverpa armígera

ASCOM AIBA

O Programa Fitossanitário da Bahia foi validado no dia 30 de outubro, no município de Barreiras, durante uma reunião com a presença de representantes do Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária ( Aiba, Abapa, Adab, Aeab, Fundação Ba, SDA/Seagri, SFA/Ba, EBDA, Faeb, Agrolem, Aciagri, Fundeagro, consultores e entomologistas).

As ações serão coordenadas pela Aiba e Abapa e utilizarão a estrutura do Programa de Monitoramento e Controle do Bicudo que, hoje, fiscaliza mais de 500 mil hectares e 69 algodoeiras no Oeste da Bahia. O Programa Fitossanitário será coordenado por um agrônomo e terá, inicialmente, oito técnicos realizando o trabalho de campo. A expectativa é de que mais pessoas sejam contratadas.

O programa Fitossanitário da Bahia está orçado em R$ 6,3 milhões e deverá ser custeado com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Fendeagro. Também serão disponibilizados recursos dos produtores rurais, empresas privadas e governo do Estado.

O Programa

Elaborado por um Grupo Técnico, coordenado pelo agrônomo Celito Breda, o Programa Fitossanitário da Bahia foi validado com a seguinte estrutura:

O grupo de Calendário de Plantio e Vazio Sanitário, coordenador pelo agrônomo Luiz Kasuya, definiu prazo para a duração e a posição do vazio sanitário; datas de plantio e colheita das culturas e as estratégias de uso do refúgio estruturado.  Sobre o vazio sanitário foi destacado que o objetivo é evitar a ponte verde para pragas infestantes e ele será revisto anualmente, respeitando a legislação vigente. Este grupo também definiu que o refúgio para proteção de biotecnologias (OGMS) será mandatório com 20% de plantas não Bt para o milho, 20% para o algodão e 50% para a soja. O segundo grupo com tema Calendarização do uso de Inseticidas e que teve a frente o agrônomo Pedro Brugnera, sistematizou as recomendações para as culturas do algodão, milho e soja.

Liderado pelo agrônomo Marco Tamai, o grupo de Agentes de Controle Biológico em parceria com universidades e institutos de pesquisa, fizeram testes bem sucedidos com parasitoides, bactérias, fungos e vírus para combater a Helicoverpa spp. O grupo também estabeleceu o uso intensivo de produtos biológicos e inimigos naturais para o controle de pragas e uso de armadilhas e iscas tóxicas, além de outros métodos para o controle físico de mariposas.

Por fim, houve o grupo de Áreas Irrigadas, coordenado pelo agrônomo Orestes Mandelli, e o grupo de Controle de Pupas , coordenado por Milton Ide (sequeiro e irrigado), sob orientação do entomologista australiano doutor David Murray. As ações incluem o estabelecimento de métodos de amostragem de pupas no solo e o levantamento de espécies inimigas naturais e a eliminação mecânica de pupas (quando necessária). Foi ressaltada a importância da rotação de culturas; definição de janelas de plantio; adoção de áreas de refúgio e destruição de restos culturais, plantas voluntárias e outros hospedeiros.


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