Barreirenses não recebem notificações da Embasa

Por Miriam Hermes/A Tarde

Com a meta de chegar a 22,5% de cobertura dos domicílios com sistema de tratamento de esgoto na cidade de Barreiras, 858 km de Salvador, a Embasa está encontrando dificuldades para notificar os proprietários e locatários de cerca de 700 imóveis para que, em um prazo de 90 dias, efetivem a ligação dos seus esgotos na rede coletora.

A resistência em receber a notificação está atrasando a efetiva ampliação do sistema de esgotamento, que está sendo disponibilizada no Centro Comercial e parte do bairro Sandra Regina.

Embora todo o sistema de Barreiras não esteja concluído, esta região da cidade foi contemplada pela localização geográfica que facilita o escoamento, por gravidade, até as lagoas de tratamento, de acordo com a Embasa.

O problema foi debatido, nesta quarta, 21, em reunião entre os representantes da Embasa, Prefeitura e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). “Neste momento precisamos do apoio de todos para efetivamente tirar os esgotos das ruas”, afirmou o presidente da CDL/Barreiras, Alberto Celestino.

Ele enfatizou que além de promover uma maior qualidade de vida aos habitantes, o sistema também proporcionará a valorização dos empreendimentos desta região da cidade. A entidade está elaborando um programa de sensibilização dos lojistas e da comunidade sobre essa questão.

A estimativa da Embasa é que aproximadamente 3,2 mil pessoas que moram e trabalham no trecho entre a rua Princesa Isabel e a São Luiz, no lado direito da avenida Antônio Carlos Magalhães, serão beneficiadas diretamente com mais esta etapa do processo de ampliação do saneamento básico na cidade. Por enquanto, 11,12% das ligações de água na cidade contam com a prestação deste serviço.

Conforme o fiscal da obra de esgotamento de Barreiras, Teobaldo Gomes, a alegação da maioria das pessoas que estão ocupando estes imóveis – por serem locatários – é que a responsabilidade é do proprietário e por isso não assinam a notificação.

“Neste caso sugerimos que quem aluga, pode assinar o documento e comunicar o proprietário. E, entre eles, podem fazer acordo sobre a execução do serviço”, complementou. O secretário municipal de Infraestrutura, Mauricio Fernandes disse que o esgoto nas ruas prejudica a estrutura das vias (favorecendo a abertura de buracos) e afeta a saúde da comunidade. “Também as fossas devem ser desativadas com a oferta do serviço de saneamento, minimizando a contaminação dos nossos lençóis freáticos”, salientou.


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