Câmara faz homenagem ao Dia do Soldado

Com o plenário lotado por militares e civis, o Poder Legislativo sediou audiência pública, proposta pela Mesa Diretora, em homenagem ao Dia do Soldado, que transcorrerá no dia 25 de agosto, marcando a data de nascimento do patrono do Exército Brasileiro, Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Texto e fotos: Jayme Modesto modesto@jornalgazetadooeste.com.br

 

No dia 25 de agosto o Exército Brasileiro comemora o Dia do Soldado. A data marca o aniversário de nascimento do Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército. Por essa razão, a câmara de vereadores de Barreiras, com a presença de 14 dos 19 vereadores que compõem o legislativo, realizou no dia 21 de agosto uma sessão solene em homenagem ao 4º Batalhão de Engenharia e Construção, sediado em Barreiras desde 1972.

A cerimônia aconteceu no plenário da câmara, no horário regimental e contou com a presença de várias autoridades militares, inclusive o Comandante do 4º Batalhão Cel. Tadeu Negrão. O prefeito Antônio Henrique foi representado pelo seu vice Carlos Augusto Barbosa Paê. 

“São eles os herdeiros de uma história de luta, ordem e progresso que ajudaram a desenvolver o nosso município e país e hoje se destacam por integrar essa escola de civismo e cidadania”, declarou o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Tito, na abertura da sessão.

Durante a cerimônia todos os vereadores fizeram uso da palavra e foram unânimes em externar elogios ao Batalhão.

 

História

Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nasceu em 25 agosto de 1803, na fazenda de São Paulo, no Taquaru, Vila de Porto da Estrela, na Capitania do Rio de Janeiro quando o Brasil era vice Reino de Portugal. Hoje, é o local do Parque Histórico Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro.

Em 22 de maio de 1808, época em que a Família Real Portuguesa transfere-se para o Brasil, Luís Alves é titulado Cadete de 1ª Classe, aos 5 anos de idade.

Pouco se sabe da infância de Caxias. Sabe-se que estudou no convento São Joaquim, onde hoje se localiza o Colégio D. Pedro II. Em 1818, aos quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, de onde egressou, promovido a Tenente, em 1821, para servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei. Em 1837, já promovido a Tenente Coronel, Caxias é escolhido “por seus descortinos administrativo e elevado espírito disciplinador” para pacificar a Província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada. Em 18 de julho de 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias.

Por que Caxias?

Caxias simbolizava a revolução subjugada. Essa princesa do Itapicuru havia sido mais que outra algema afligida dos horrores de uma guerra de bandidos; tomada e retomada pelas forças imperiais, e dos rebeldes várias vezes, foi quase ali que a insurreição começou, ali que se encarniçou tremenda; ali que o Coronel Luís Alves de Lima e Silva entrou, expedindo a última intimação aos sediciosos para que depusessem as armas; ali que libertou a Província da horda de assassinos. O título de Caxias significava portanto: – disciplina, administração, vitória, justiça, igualdade e glória”, explica o seu biógrafo Padre Joaquim Pinto de Campos.

Posteriormente foi nomeado Comandante do Exército pacificador na região de Minas Gerais. Mesmo com carta branca para agir contra os revoltosos, marcou sua presença pela simplicidade, humanidade e altruísmo com que conduzia suas ações. Em 1853, uma Carta Imperial lhe confere a Carta de Conselho, dando-lhe o direito de tomar parte direta na elevada administração do Estado e em 1855 é investido do cargo de Ministro da Guerra. Liderou o país em 1865 na Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano Lopez. Em 1869, Caxias tem seu título elevado a Duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Eis aí um fato inédito, pois Caxias foi o único Duque brasileiro.

Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a “Questão Religiosa”, o afastamento de D. Pedro II e a Regência da Princesa Isabel. Já com idade avançada, Caxias resolve retirar-se para sua terra natal, a Província do Rio de Janeiro, na Fazenda Santa Mônica, na estação ferroviária do “Desengano”, hoje Juparaná, próximo à Vassouras. Morreu em 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos.

Em 25 de agosto de 1923 ,a data de seu aniversario natalício passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro, instituição que o forjou e de cujo seio emergiu como um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Ele prestou ao Brasil mais de 60 anos de excepcionais e relevantes serviços como político e administrador público de contingência e como soldado de vocação e de tradição familiar, a serviço da unidade, da paz social, da integridade e da soberania do Brasil Império.

O Decreto do Governo Federal de 13 de março de 1962 imortalizou nome do invicto Duque de Caxias como o Patrono do Exército Brasileiro.

 


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