Com 17 votos a favor, Carlos Tito permanece no comando do legislativo

DSCN9590

Texto e Fotos: Jayme Modesto
Em votação realizada nessa quinta-feira (04), durante sessão solene, a Câmara Municipal de Barreiras reelegeu o vereador Carlos Tito como presidente da Casa para o próximo biênio (2015-2016). Além dele, a Mesa Diretora será composta pelo vice-presidente Digão Sá e pelos vereadores Gilson Rodrigues e Lúcio Carlos, como 1º e 2º secretários, respectivamente.

Além do grupo dos 10, Tito teve sete votos dos vereadores da bancada do prefeito Antonio Henrique. Apenas Vivi Barbosa e Carlão se abstiveram. Foi à primeira vez na história de Barreiras que um presidente da Câmara conquista a reeleição e com uma votação expressiva além de ter sido ovacionado e elogiado por todos os seus pares.

As mudanças na composição da nova Mesa Diretora foi à entrada de três novatos, na vice-presidência, 1ª e 2ª secretaria e evidentemente a saída do atual vice-presidente Eurico Queiroz, cuja função a partir do ano que vem será assumida pelo vereador Digão Sá, assim como a atual secretaria Karlúcia Macedo e Vivi Barbosa.

A reeleição de Tito, com a imensa experiência acumulada, capacidade de articulação e a competência que demonstrou no biênio 2013/2014, só tende qualifica inda mais Poder Legislativo de Barreiras.

A oposição bem que tentou reverter à situação, não obteve êxito, registrando uma chapa de última hora e suspendendo 20 minutos depois. Não deu para a oposição construir uma chapa de consenso e acabou desistindo de concorrer.

O vereador Tito mais uma vez demonstrou a sua competência e poder de articulação política, fechando um acordo com nove vereadores, oito dias da eleição. Não deu para a oposição construir uma chapa de consenso e acabou desistindo de concorrer.

 capa

Opinião
É inegável a capacidade gerencial, administrativo e política do presidente da Câmara. Carlos Tito é um líder nato, inteligente, visionário, um articulador por excelência, além de ter brilho próprio, mas é um político. Como todo político precisa fazer o que todos fazem nos conchavos e acordos para desestabilizar a ação dos opositores. Uma coisa normal na política, não fosse os discursos inflamados enaltecendo e falando que a eleição se deu dentro de um processo democrático.

Dizer que a eleição da Câmara de Barreiras foi uma vitória da democracia é ferir frontalmente aquilo que é mais sagrado no processo democrático – a própria democracia -, além de ser um desrespeito à essência da palavra. Acho que não é necessário dizer qual o princípio fundamental da democracia.

Como formador de opinião, sou forçado a fazer estas observações, porque me preocupa quando associam democracia com jogo politico, e até mesmo para que a palavra não continue sendo deturpada e confundida com aquilo que é tão comum na política o jogo de interesse de grupos.

Os fatos
A mudança na Lei Orgânica inserindo um dispositivo que permitisse a reeleição. A antecipação da data da eleição de 17 para 04 de dezembro, diminuindo o espaço de tempo para a construção de uma chapa concorrente.

Foi dito nos discursos por alguns edis, que foram oito dias de situação vexatória para os vereadores “tivemos que ficar oito dias dependentes para nos tornamos livres”, ficou claro também nas “entrelinhas” que os vereadores foram confinados fora da cidade com os celulares desligados, “tivemos que sair da cidade e ficar um grudado no outro para não caímos na tentação dos lobos, daqueles que não respeitam a democracia”. Além da eleição ter sido plebiscitaria. Isso é democracia?

Tenho que concordar em um único aspecto, o ato de votação em si foi democrático, mas também não tinha outra alternativa.

DSCN9585 DSCN9584 DSCN9616


Compartilhe:

Comentários: