Com liminar, caminhoneiros liberam BR-242 em Barreiras

Miriam Hermes, A Tarde On Line

A BR 242 foi liberada há cerca de uma hora do bloqueio de caminhoneiros próximo, 10 quilômetros, à cidade de Barreiras (a 858 km de Salvador), no oeste do Estado. O ponto estava fechado para caminhões e carretas desde segunda-feira, 1, pela manhã e a liberação se deu mediante a leitura de liminar por parte de prepostos da Policia Rodoviária Federal (PRF), que ainda estão no local controlando o trânsito.

A liminar, com data de terça-feira, 2, foi assinada pelo juiz substituto Jacques de Queiroz Ferreira, da 3ª Vara da Seção Judiciária Federal de Minas Gerais, com abrangência extensiva para todo o Brasil, que estabeleceu como multa no valor de R$ 100 mil por hora, por veículo, a ser pago pelo motorista ou pelo proprietário de carreta que desobedecer a decisão.

No bloqueio próximo a Barreiras, o congestionamento, nos dois sentidos, totalizavam cerca de 20 km. Os pátios dos postos de combustíveis em toda a região oeste estavam com carretas paradas, aguardando a liberação do trânsito.

Para o caminhoneiro Erico Dias, 24 anos, parado desde segunda-feira, 1, “se dependesse da minha opinião, a gente ficava aqui mais uns 15 dias, que é para o Brasil perceber que a gente existe e temos reivindicações importantes. Não podemos mais arcar com estas contas de combustível caras e estradas ruins. A gente quer ser respeitado”, disse.

Já o carreteiro Roberto Teixeira, 43 anos, estava angustiado por estar com a filha doente à sua espera.  “Estou com minha filha doente em Salvador. Viajei 24 horas de São Paulo até aqui para estar com ela neste momento e fui barrado aqui na segunda-feira de manhã. O pior é que a gente nem sabe se tudo isso adiantou para alguma coisa”, conta.

Conforme o policial rodoviário Barreto, ainda há um foco de resistência por parte dos caminhoneiros na mesma BR, próximo à cidade de Luís Eduardo Magalhães, que deverá ser liberada agora à tarde.

No movimento dos caminhoneiros em diversos estados do Brasil, apenas carretas e caminhões estavam sendo parados, sendo liberada  a passagem de veículos de passeio, ônibus, vans e carretas com cargas vivas.


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