Greve dos bancários já dura 12 dias

Chegamos ao 12º dia de greve dos bancários e os transtornos só aumentam para os consumidores. Filas nos caixas eletrônicos, transações não realizadas ou até mesmo atraso na efetivação dos pagamentos são alguns dos problemas enfrentados. Desde o último dia 19, quando a greve foi iniciada, os bancários fecharam 10.633 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal. Na Bahia, a terceira semana de paralisação nacional começou com 821 agências fechadas, segundo dados do Sindicato dos Bancários do estado. Das 295 unidades de Salvador, 289 estão sem atendimento.

A avenida Sete de Setembro e Comércio, principais pontos de Salvador que concentram grande quantidade de agência bancária, ainda são bastante procurados por clientes. “Como toda greve diz que pelo menos 30% do serviço deve ser mantido, achei que fosse encontrar alguma agência funcionando”, lamentou o autônomo Arlindo Gouveia Salles, 46 anos.

Reivindicações

A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários. Já a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88. A greve atinge 49,5% das agências, considerando 21.500 agências no país.

Sem acordo

Enquanto um acordo não é selado, o sindicato da categoria garante que a tendência é de que o movimento ganhe mais fôlego nos próximos dias. Em nota publicada no site oficial do sindicato, a categoria explica que “entre junho de 2012 e junho deste ano, o lucro líquido chegou a R$ 59,7 bilhões, crescimento de 7% ante junho de 2011 e junho de 2012. Em 2013, o resultado promete ser ainda melhor. Para se ter ideia, o ganho do primeiro semestre foi de R$ 29,6 bilhões, alta de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado”.

Diante dos transtornos enfrentados pelos consumidores, o Procon alerta que a situaçõ de greve não permite que os clientes atrasem os pagamentos. É necessário entrar em contato com a empresa credora e solicitar uma nova forma para que o pagamento seja efetuado. O pedido deve ser documentado (via e-mail ou número de protocolo de atendimento, por exemplo) para permitir a reclamação aos órgãos de defesa do consumidor, caso não seja atendido.

Fonte: Tribuna da Bahia


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