LEM participa de encontro técnico sobre manejo da lagarta Helicoverpa armigera no oeste da Bahia

Ascom

O governo de Luís Eduardo Magalhães apoia as ações em favor de pesquisas e controle da lagarta Helicoverpa armigera que vêm preocupando os agricultores da região oeste. No sábado,18, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), realizaram um encontro técnico no Centro de Tradições Gaúchas, CTG Estância do Rio Grande, no município de Barreiras. O objetivo foi tratar sobre o manejo da praga em pequenas propriedades rurais e principalmente para apresentação do Programa Fitossanitario do Oeste da Bahia.

O presidente da Aiba, Julio Busato, iniciou o encontro relatando índices da baixa produção da região nesta safra e como a entidade, em parceria com o estado criou o Programa Fitossanitário que servirá de modelo para todo território nacional. De acordo com dados da Aiba o Produto Interno Bruto (PIB) do oeste é de R$ 8 bi e os prejuízos chegam a R$ 2 bi em virtude do ataque da praga. 

Para o palestrante e membro do Conselho Técnico da Aiba, Adriano Lupinacci, os números são expressivos e a Helicoverpa armigera dará muito trabalho no campo. “O Programa Fitossanitário irá trazer mais conhecimento sobre o assunto e indicar ferramentas com mais eficiência e eficácia no controle”, destacou.

 Outra grande preocupação é com os pequenos agricultores, pois a lagarta já vem atacando diferentes culturas como melancia, abóbora, alface, couve, tomate e atacando também a estrutura reprodutiva de forrageiras como pastagens para o gado.

 Luís Eduardo Magalhães – Uma comitiva de pequenos produtores do Assentamento Rio de Ondas esteve presente junto com o secretário municipal de Agricultura Renato Faedo. Para Renato, “estamos atentos para realizar o Programa Fitossanitário e nossos pequenos produtores precisam de informação e acompanhamento técnico”, disse. O assentado da vila um do Assentamento, José Dalmaso Guedes, revelou acompanhar os prejuízos causados pela praga pela televisão, “fico apreensivo”, disse. “Tenho cinco hectares de mamona e um de melancia, sem falar de pequenas áreas de laranja, limão e caju”, descreveu.

 O prefeito Humberto Santa Cruz, em sua fala, mostrou-se preocupado com os ataques da praga. “Nossa cidade tem o agronegócio como carro chefe da economia, logo tem um importância significativa para a região oeste. Tanto o pequeno como o grande produtor, precisam de suporte para um melhor manejo da praga”. Humberto que também é presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob) salientou que está mobilizando os prefeitos e secretários para unir forças, seja com o estado e organizações agrícolas para dar suporte a quem de fato precisa, “destaco a ajuda do ex-secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles que sempre apoiou a região em diferentes situações, em especial nos últimos tempos, sua luta por melhorias na Infraestrutura para estabilidade da produção agropecuária”.

 Humberto Santa Cruz ainda frisou a importância de usar diferentes técnicas de controle e não apostar somente no controle químico. “O controle químico se torna muito caro e para os produtores, o ideal, é neste momento investir em pesquisas e maneiras alternativas de controle biológico, seja com fungo, vírus, bactérias ou insetos”.

 Laboratório – Outra novidade anunciada pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen é a implantação nos próximos tempos de um laboratório de criação de vespas para o controle biológico da  Helicoverpa armigera. “Será um modelo de pesquisa assistido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio direto ao produtor rural, as vespas serão multiplicadas na propriedade e não terá custo para o agricultor “. João Carlos ainda salientou que o laboratório será nas instalações da Fundação Bahia em Luís Eduardo Magalhães e inicialmente a demanda será pequena.


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