Manifestação “sacode” Barreiras pela segunda vez

Texto e fotos: Jayme Modesto e Cheilla Gobi

Aproximadamente mil e quinhentas pessoas se reuniram em mais uma manifestação pública em Barreiras, região oeste da Bahia. Desta vez, o alvo dos ativistas foi à administração municipal. Os manifestantes saíram da Praça Castro Alves, por volta das 18:30, em caminhada pacífica até a prefeitura, onde o prefeito Antônio Henrique, recebeu uma comissão dos manifestantes formada por seis pessoas. Na oportunidade foi entregue ao gestor uma pauta de reivindicações.

 

A reunião no gabinete do prefeito transcorria normalmente quando chegaram informações de que os manifestantes estavam quebrando as grades de fechamento do espaço físico da prefeitura e ameaçavam invadir o local. A situação ficou tensa, bombas eram lançadas frequentemente no pátio da prefeitura, assim como ovos, latas, dentre outros objetos. A situação só foi controlada com a chegada da Polícia Militar.

De acordo com os manifestantes, lamentavelmente o povo foi enganado mais uma vez. Disseram ainda que tudo foi uma armação entre alguns líderes e o gestor para uma fantasiosa negociação. Dado à demora no gabinete a massa se revoltou.

O movimento que protestava contra a corrupção tinha também o objetivo de chegar até a câmara de vereadores, o que não ocorreu, mesmo assim, o protesto só terminou por volta das 23 horas com a liberação da ponte da BR 242. Barreiras viveu uma noite tumultuada. Depois da situação controlada os jovens se dividiram. Uma parte permaneceu em frente à prefeitura fazendo pressão, a outra se reuniu na Praça Castro Alves e cerca de 150 manifestantes foram para a ponte da BR 242, fizeram uma barreira humana e não permitiam a passagem de nenhum veículo. Uma fogueira foi acesa ao lado da ponte e uma bicicleta ficou atravessada na pista ajudando a impedir a passagem dos carros. Os estudantes continuaram gritando palavras de ordem contra a corrupção.

O fechamento da ponte – por onde passam diariamente centenas de carretas – provocou um caos jamais visto no centro da cidade, com reflexos em ruas e avenidas paralelas e até mesmo em alguns bairros. Filas imensas se formaram nos dois sentidos. A Polícia Militar ainda tentou negociar e desobstruir a pista, mas não obteve êxito. Bombas de festas juninas estouravam e circulavam informações de que o movimento iria atravessar a noite o que não aconteceu. Novas mobilizações nos mesmos moldes estão sendo articuladas para os próximos dias.

 


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