Ministra da Agricultura lança o plano de desenvolvimento da nova fronteira agrícola, o Matopiba

Katia Abreu entrega máquinas a municípios prometendo investimentos em infraestrutura com objetivo de reduzir a pobreza no campo. Segundo ela a região é hoje “uma ilha de prosperidade num mar de pobreza”

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Texto e fotos: Jayme Modesto

Com a presença de centena de produtores, do governador Rui Costa, prefeitos, vereadores e deputados, os presidentes dos Sindicatos Rurais de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, a ministra da Agricultura, a senadora Kátia Abreu, lançou no dia 15 de maio, durante evento em Luís Eduardo Magalhães, o Plano de desenvolvimento do Matopiba, região criada por decreto presidencial.

O Matopiba compreende 337 municípios dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, com uma área de 73.173,485 hectares, uma população estimada em 5.901,789 habitantes, 65,3% na zona urbana e 34,69% na zona rural e 324.326 estabelecimentos agropecuários.  Dos quatro estados que forma o Matopiba, a Bahia é o último colocado no PIB. Os números apresentados pela Embrapa deixaram o governador Rui Costa em situação incômoda diante da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, empresários e lideranças regionais.

O lançamento do Matopiba é cercado de expectativa, especialmente pelos agricultores dos quatro estados que o compõe. O Matopiba, cujo nome é um acrônimo formado com as iniciais dos estados que o formam, é considerado a última fronteira agrícola do mundo. É estratégico para a ascensão social dos pequenos produtores locais e para o incremento da produção e da exportação agropecuária do país e representa 10% da produção de grãos no país.

DSCN5063No evento, Kátia Abreu confirmou a cidade de Palmas como sede do Matopiba. O título não tem nada de simbólico, a cidade vencedora sediará oficialmente o comitê gestor que vai gerenciar todo o trabalho da Agência de Desenvolvimento do Matopiba, que será criada para canalizar os investimentos para a região. Dos quatro estados do Matopiba, o único que tem 100% do seu território inserido é o Tocantins. Assim, nenhum dos 139 municípios tocantinenses ficou de fora da região agrícola.

Para a Ministra, o Tocantins é o centro logístico do país. “O Tocantins é o Estado da logística, lugar de passagem, significa industrialização”, salientou. Ela informou que está defendendo junto ao governo federal a viabilização dos eixos estruturantes. Para o Matopiba salientou a necessidade de viabilização da BR-235, que liga o Sul do Piauí e Maranhão, chegando a Pedro Afonso e à ferrovia Norte-Sul e hidrovia do Tocantins e chegar ao Ecoporto de Praia Norte, já em funcionamento. “Estamos transformando o Porto de Praia Norte numa Zona de Processamento para Exportação”, antecipou a ministra, facilitando as exportações do Tocantins e do Matopiba para países da Comunidade Européia e da China.

No encontro a Ministra anunciou também a disposição do governo federal de transformar a região do Matopiba, na maior fronteira agrícola do país, combatendo a grande defasagem econômica na região que tem um dos maiores índices de crescimento de produção, mas cuja renda da população não acompanha o mesmo ritmo.

Na ocasião, a Ministra entregou tratores a nove Prefeituras do vale do Rio Corrente. Os prefeitos baianos ainda assinaram um termo de adesão às metas que vão compor o programa nacional voltado à ampliação e o fortalecimento da classe média rural.

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A ministra anunciou, ainda, que o Ministério da Agricultura já se ocupa de uma licitação para aquisição de oito perfuratrizes a serem destinadas ao Matopiba, com objetivo de perfurar poços na região. Kátia Abreu informou que os trabalhos irão começar pela região Sudeste do Tocantins. “Vamos perfurar até cinco poços artesianos por semana”, garantiu a Ministra destacando que é preciso reverter este quadro de sede e de miséria que ainda existe.

Depois do lançamento, a ministra Kátia Abreu, concedeu uma entrevista à imprensa regional e falou da importância e dos investimentos que serão feitos para alavancar o Plano de Desenvolvimento Agropecuário denominado de Matopiba. Falou da importância das parcerias com a classe política, prefeitos, deputados e os governadores da região para implementar o programa tão necessário à população que sofre com a seca ciclicamente todos os anos. Anunciou ainda, a viabilização de capacitação e tecnologia de mão de obra a 100 mil produtores rurais no país, ao custo de R$ 400 milhões. O Tocantins será o primeiro a ser beneficiado com 12 mil participantes (serão 30 mil no Matopiba).

“A presidente entende a necessidade disso, apesar do ajuste fiscal, os recursos foram mantidos”, salientou a ministra, para quem a presidente Dilma Rousseff hoje coloca o Ministério da Agricultura no centro das atenções e prioridades do governo.

Kátia Abreu destacou que trabalha junto com o Ministério do Planejamento, Casa Civil e Ministério da Agricultura o plano nacional de exportação, que terá desdobramentos diretos na economia do Estado. Salientou também, neste eixo estruturante, a construção da rodovia BR-242, ligando as cidades de Ilhéus e Luís Eduardo (BA), passando pelo Sudeste do Tocantins (Peixe) alcançando o Mato Grosso. Defendeu também a federalização da BR-010.

Sustentando a importância da criação do Matopiba, a ministra aduziu que existem no país 2 milhões de produtores rurais pobres. Apenas 27 mil encontram-se na classe mais alta. “Há um contingente de pobreza que vamos reverter começando pelo Tocantins”, disse a Ministra.

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