Vereadores insistem em querer prejudicar administração de Muquém

muquem72
Gabriela Flores

Os embates políticos entre a Prefeitura de Muquém do São Francisco e a Câmara de Vereadores do município estão longe de ter um final. O novo capítulo foi escrito nesta quinta-feira (14), quando a gestão municipal convocou os vereadores para uma audiência pública para expor os benefícios que a compra dos ônibus escolares trarão ao município.

O projeto foi rejeitado pelos vereadores, que se disseram contrário à aquisição dos cinco ônibus. O recurso encontra-se na conta, mas necessita de aprovação do Poder Legislativo para que a prefeitura possa entrar com a contrapartida na aquisição desses transportes que servirão a população.

Os moradores compareceram a audiência e constataram que a melhor coisa a ser feita com os quase R$ 1,13 milhão disponível nos cofres é a compra dos ônibus escolares. Para piorar a situação, os edis não se deram ao trabalho de aparecerem na audiência para tentar deixar as ideologias políticas de lado e pensar no bem estar do município.

“Foi uma falta de respeito com a população que se fez presente aqui. Vejo que os vereadores quem sim me prejudicar e com isso a população é quem mais está sendo lesada nessa história toda. Se não usarmos esses recursos até setembro, corremos o risco de que esse dinheiro seja devolvido”, declarou o prefeito Márcio Mariano.

muquem7De acordo com o prefeito, todas as atividades da prefeitura foram paralisadas em protesto a atitude dos vereadores. Todas as máquinas e carros oficiais da administração de Muquém estão estacionados em frente à sede do governo municipal esperando apenas a aprovação orçamentária pela Câmara. Apenas os postos de saúde estão funcionando no município.

Prefeitura vem sobrevivendo com um orçamento pequeno com um remanejamento de dotação orçamentária de apenas 5%, que foi aprovado pela Câmara de Vereadores. Com isso os serviços essenciais à população como saúde, educação, esportes, assistência social ficam comprometidos. Os vereadores de oposição são a maioria e por isso se recusam a votar o aumento do crédito.

De acordo com informações de populares, a situação chegou a um ponto tal que o presidente da Câmara, Osmar Gaspar, transferiu a sessão do dia 15 de agosto para o povoado de Javi e não ocorrerá na sede do Legislativo como de costume. Informações dão conta de que a população em peso irá se descolar para acompanhar a sessão.

“Amanhã terá a audiência na qual eles votaram novamente os projetos. A votação vai ser no Javi, porque sempre que eles se veem pressionados eles correm para lá. Os embates políticos devem ser deixados de lado e começarmos a pensar no benefício do povo”, finaliza Márcio.


Compartilhe:

Comentários: