‘A situação é desesperadora’, diz prefeito de Itaóca, SP, após tragédia

Defesa Civil contabiliza 10 pessoas mortas e 12 desaparecidas.
Prefeito afirma ainda que há lugares totalmente isolados.

Prefeito de Itaóca cmenta a tragédia (Foto: Reprodução / TV Tribuna)O prefeito de Itaóca, Rafael Rodrigues Camargo, está desolado com a situação do município após as fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias. Além de ter decretado, no início desta segunda-feira (13), estado de calamidade pública, o chefe do executivo afirmou estar em ‘estado de choque’ com a situação do município.

A cidade de Itaóca foi atingida por um forte temporal, que começou na noite de domingo (12), e deixou pelo menos 10 mortos e 12 pessoas desaparecidas. A Defesa Civil trabalha na cidade com a ajuda do Corpo de Bombeiros para tentar chegar em áreas que permaneciam isoladas nesta terça-feira (14). Apiaí, município vizinho de Itaóca, também foi atingido pela tempestade. Não há registro de mortes, mas 50 moradias ficaram inundadas.

O governador Geraldo Alckmin passou a noite na região acompanhando o trabalho das equipes e destacou que o mais importante nos trabalhos era salvar vidas.Segundo o prefeito da cidade, não há palavras para definir a situação de Itaóca. “O que aconteceu aqui eu nunca vi nem em filme. A situação chega a ser desesperadora para a gente que está na gestão. Fico imaginando as consequências que a população está enfrentando. A maioria da cidade está em choque. Perdemos amigos, pessoas que a gente convivia no dia a dia. A cidade é muito pequena. A gente estava em contato com eles direto, conversando. Do nada ficamos sabendo que rodou um carro, rodou a casa. A situação é essa. Em palavras não dá para explicar ou definir o que aconteceu aqui”, diz.

O prefeito afirma ainda que há lugares da cidade em que eles não conseguiram chegar. “Estamos contando com o apoio total da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Guarda Civil. Os municípios vizinhos se mobilizaram, todos mandando ajuda, mandando gente para ajudar. O povo daqui é espetacular. Nós vamos nos reerguer. Tem lugar que nós não conseguimos chegar ainda, tem ponte quebrada, que caiu, então não temos como definir a situação ainda”, finaliza.

Fonte: G1


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