Agentes do Bope fazem levantamento na Vila Aliança após morte de PM

Ryan Procópio, de 23 anos, trabalhava na UPP da Vila Kennedy.
Latrocínio, vingança ou execução são principais hipóteses de investigação.

Ryan Procópio, PM achado morto e com sinais de tortura no Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)

Policiais militares do Batalão de Operações Especiais (Bope) estiveram na comunidade Vila Aliança na tarde desta terça-feira (25), após o corpo do PM Ryan Procópio ser encontrado com sinais de tortura em um carro perto da Avenida Brasil, na mesma região. Até as 15h20 não havia informes de prisões ou apreensões.

A PM chegou a informar que o batalhão fazia uma operação na comunidade, mas posteriormente retificou-se, afirmando que os agentes do Bope fizeram um levantamento para o serviço de inteligência da corporação e depois deixaram a região.

A Divisão de Homicídios da Capital já ouviu mais de quatro testemunhas que podem ajudar a esclarecer a morte do soldado e pretende escutar, até o final do dia, outras pessoas, inclusive uma que possivelmente presenciou a abordagem dos criminosos ao PM. “A gente está atrás da testemunha que presenciou essa abordagem. Neste momento, o que posso dizer é que duas pessoas abandonaram o carro da vítima,  no local. Mas isso não quer dizer que sejam apenas duas pessoas, pode ser mais”, afirmou o delegado Fábio Cardoso, responsável pelas investigações.

Outra testemunha que teria falado com Ryan através do rádio no momento da abordagem dos criminosos também já foi identificada pela polícia e será ouvida para saber o que a vítima disse. Segundo o delegado, há informações preliminares de que o PM tenha dito à essa testemunha por qual grupo criminoso estaria sendo abordado. Como o carro foi abordado próximo à Vila Aliança, o envolvimento de criminosos da região está sendo investigado.

“Ele estava num bar com amigos bebendo, então a gente quer ouvir as testemunhas para saber Se ele foi abordado no bar ou não. Tem uma equipe neste momento que já identificou uma testemunha e foi ao encontro dela para trazê-la para cá e estamos colhendo também as  imagens de câmeras do local”, explicou o delegado, destacando que não está descartando nenhuma hipótese de investigação e trabalha com a possibilidade de latrocínio, vingança ou execução.

No entanto, de acordo com o delegado, Ryan tinha menos de um ano na Polícia Militar e, segundo familiares, era um jovem tranquilo e sem inimigos, o que reduz a possibilidade de crime passional.

Sequestro seguido de morte
O soldado estava de folga. A polícia informou que ele foi sequestrado por homens armados no fim da noite desta segunda-feira na Estrada do Taquaral, que fica a pouco mais de três quilômetros do local onde o corpo foi encontrado. Ryan trabalhava na polícia há menos de um ano.

“Todo mundo sempre gostou do Ryan, pessoa alegre, uma pessoa íntegra, sempre alegre. Todas as fotos dele é sempre rindo. Era um policial que não andava armado, não andava com identidade. O pai dele era policial, o irmão dele também policial, ele tinha orgulho. Não é o primeiro policial militar que morre brutalmente assassinado em um dia de folga. O que eu queria é que a sociedade se conscientizasse e visse que o policial também tem família, também tem amigos. O policial trabalha com a finalidade de dar segurança para a população e não é reconhecido”, afirmou uma pessoa que preferiu não se identificar.

O PM assassinado era irmão de um tenente do Batalhão de Operações Especiais. O pai dele também era policial militar, sargento do Bope. Colegas do soldado assassinado e testemunhas do crime prestaram depoimento durante a madrugada na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Fonte: G1


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