Ambulantes de Salvador estão vendendo alimentos com data de validade vencida

Quem circula diariamente pelas ruas de Salvador deve ficar atento com os alimentos baratos que são vendidos por ambulantes. Uma infinidade de achocolatados, leites, iogurtes, queijos, biscoitos, chocolates, produtos de limpeza, entre outros, ficam expostos nas calçadas da cidade, em caixas, sem nenhuma refrigeração, e com data de validade vencida ou adulterada.

Na Avenida Joana Angélica, no bairro de Nazaré, cerca de seis ambulantes ficam diariamente, espalhados pelo local, com produtos que chamam à atenção do consumidor, por serem mais baratos. Os produtos de diferentes marcas estão à venda por preços que variam entre R$ 1 e R$ 5.

Atraídos pelo preço baixo, sem se preocupar com a validade, as pessoas fazem filas para adquirir os produtos alimentícios. Em grande parte dos alimentos que estavam sendo comercializados, em carrinhos de mão e caixas, pela Joana Angélica, a Tribuna constatou  está vencida. Outras, por sua vez, ainda estavam com alguns dias na validade.

A dona de casa Maria Pereira, 42, admitiu que recorre à venda clandestina por conta do valor dos produtos. “As coisas que compro aqui são três vezes mais baratas do que no supermercado. Pelo menos os produtos que eu comprei, foram vencidos há pouco tempo. Irei consumi-los em dois dias. Não terá nenhum efeito grave”, afirmou.

Já a aposentada Celina Oliveira, 54, além de não saber a procedência dos alimentos, não se atentou para a data de vencimento do produto. Após a compra de um desinfetante e um guaraná com açaí, ela foi questionada quanto à validade dos produtos, e revelou não ter prestado à atenção a esse importante detalhe.

“E estava vencido? Não me atentei quanto a isso. Não costumo comprar alimentos em camelôs nas ruas. Mas produtos de limpeza não têm problema. São apenas para lavar a casa ou o banheiro. Sempre uso luvas”, disse.

A diarista Joseane Santos, 29, também atraída pelo baixo custo informou que muitas vezes encontrar produtos que estão perto da validade. “Quando ainda não estão vencidos, mas perto de vencer, eu compro. Mas, produtos vencidos, jamais”, explicou.

Um vendedor que optou por não se identificar, informou que conseguem os produtos com donos de mercadinhos, ou da própria empresa da mercadoria. Ainda de acordo com o vendedor, a maioria dos alimentos é comprada por centavos.

Fonte: Tribuna da Bahia


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