Aprovados em concurso na Caixa dizem que novas contratações são irregulares

Após quase dois anos aguardando a convocação da Caixa Econômica Federal (CEF), os aprovados para cadastro reserva do certame de 2012 foram surpreendidos, no último mês, com o edital de contratação do banco para novos 300 empregados terceirizados. A atitude da instituição revoltou alguns candidatos e foi alvo de ações no Ministério Público do Trabalho (MPT), tanto de quem se sentiu prejudicado com a ação da Caixa, quanto do Sindicato dos Bancários da Bahia.

Um dos aprovados no concurso, Alex Uiler, diz que a Bahia é um dos estados onde a contratação via cadastro reserva está se dando de maneira lenta. “Em outros estados o cadastro reserva está quase no final, mas aqui na Bahia muita gente ainda aguarda ser chamado”, afirma. Em um grupo criado no Facebook para troca de informações sobre o concurso, mais de 600 pessoas postam diariamente as expectativas de convocação.

“O problema não é só a espera. O concurso expira agora em 2014 e, após o vencimento, não haverá mais esperança de ser chamado”, continuou, destacando que em alguns estados, novos concursos já estão em processo de formalização.

O Sindicato dos Bancários da Bahia, através do vice-presidente, o advogado Augusto Vasconcelos, informou que a entidade já está tomando providências junto ao MPT-BA para tentar embargar a contratação terceirizada da Caixa. Segundo ele, a CEF se destaca entre as outras instituições bancárias quando o assunto é contratação. No entanto, o número ainda não está de acordo com a necessidade das agências, que apresentam defasagem na quantidade de trabalhadores.

“A CEF tem contratado em todo o país, seguindo o acordo firmado na última campanha do sindicato nacional, e deve completar a convocação de mais de sete mil trabalhadores até o final do ano. No entanto, como a instituição cresceu muito nos últimos anos, recebendo outras atribuições e ofertando novos serviços, este número ainda é insuficiente, o que gera a sobrecarga de trabalho para os bancários”, explicou o sindicalista.

Sobre a contratação dos terceirizados, mesmo dispondo de um quadro de funcionários reserva, Vasconcelos afirmou que se trata de uma iniciativa ilegal, mas que deve ser analisada em breve pelo MPT. “Na verdade o edital cita a contratação de recepcionistas para as agências, no entanto, quando se analisa as funções do cargo apresentadas, estão atribuições que na prática, são executadas pelos técnicos bancários”, continua.

A Tribuna entrou em contato com a Caixa Econômica Federal, através da assessoria de imprensa, mas até o fechamento desta edição a instituição não apresentou nenhuma resposta à denúncia.

Fonte: Tribuna da Bahia

Imagem: ilustração


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