Bahia espera mais turistas nesse verão

Número de visitantes cresceu 10% em novembro de 2012
Número de visitantes cresceu 10% em novembro de 2012
 

Depois de quase um ano com uma média de 8 a 10% abaixo nas vendas de pacotes turísticos para Salvador, o mês de novembro pode ter sido um indicador que esse verão será melhor que o anterior para o trade turístico soteropolitano.

“Igualamos a média de novembro de 2011, o que corresponde a um incremento de 10% em relação à média de 2012 até outubro. Essa reação nos faz acreditar que o verão será bom para o turismo, apesar dos obstáculos”, disse Pedro Galvão, presidente da Associação Baiana de Agências de Viagem.

Para Galvão, a reação é resultado de um trabalho que os empresários do ramo vêm desenvolvendo em parceria com a Secretaria de Turismo da Bahia.

“Focamos em campanhas fora do estado que valorizassem Salvador e seu povo, mostrando-os com uma autoestima mais elevada, o que na prática será comprovado por quem nos visitar, já que as perspectivas estão melhores e o próprio soteropolitano já sente isso”, explicou.

Ele lembrou também que o governo estadual investiu quase R$ 1,5 milhão no réveillon, com as queimas de fogos e destacou a atitude de Carlinhos Brown em promover a festa da virada de ano. “Pela falta de atrativos, esperávamos um grande número de cancelamentos nas vendas de pacotes, mas com essas novidades a expectativa negativa não se confirmou”, comeora.

Segundo Galvão, essa expectativa positiva está ligada também à nova administração municipal, que, para ele, vem demonstrando entender as necessidades do setor.

“Ficamos feliz com a escolha do novo secretário (Guilherme Bellintani), por ser também um empresário. Sabemos que a cidade está descapitalizada e precisamos de pessoas que possa fazer parcerias com a iniciativa privada. Além disso, o novo prefeito já demonstrou que vai melhor a aparência da cidade nos seu primeiros meses de gestão. Tudo isso, deve ser revertido em um aquecimento no turismo da cidade”, disse.

Leitos ocupados

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH), José Manoel Garrido, reconhece a melhora do mês de novembro, mas ressalta não haver motivos para grandes empolgações.

“A média acumulada de ocupação do ano até novembro não passou de 60%, o que é pouco se compararmos com 2010 que teve uma média de 67%. Mas o que é mais significativo é que a ocupação de dezembro ainda não é tão empolgante, estamos apenas com 57% dos leitos ocupados”, informa.

Thales de Azevedo Filho, proprietário do Mar Hotel, no bairro do Rio Vermelho, aponta outro motivo para a melhora na ocupação dos hotéis no mês de novembro. “Acredito que ocorreram muitos eventos coorporativos na cidade”, opina. Quanto ao verão, o empresário se mostra entusiasmado e credita ao trabalho da secretaria estadual de turismo grande parte de sua expectativa positiva.

“Foi feita uma campanha muito forte em outros estados, principalmente em relação à segurança, um dos aspectos que mais vem denegrindo a imagem da cidade no país”, ressaltou. Ele informa ainda que seu hotel está com o verão garantido. “Além da melhora sensível que atinge a cidade, temos trabalhado atrativos em nosso hotel, até na forma de pagamento. Acho que esse é outro aspecto que o trade deve se preocupar, ou seja, cada hotel fazer-se mais atrativo com criatividade e ousadia”, ressaltou.

Entre os obstáculos que a cidade enfrenta para melhorar a sua atratividade, José Manoel Garrido, presidente da ABIH, destaca a falta de estrutura, que foi agravada pela gestão do prefeito João Henrique. Outro obstáculo apontado por ele foram os preços das passagens. “As altas nos preços foram exorbitantes, o que impactou principalmente na classe C emergente, que vêm se tornando um público importante nos últimos anos”, disse.

Segundo Gambeses, a alta no preço das passagens tem sido motivada por uma política de recuperação de perdas registrada pelas linhas aéreas no ano de 2011 e também pela pouca concorrência. “Hoje temos um mercado dominado por apenas quatro empresas cuja participação no mercado se encaminha para a concretização de um monopólio, o que impede que os preços de uma se distancie demais das outras”, analisa.  

por Carlos Vianna Junior


Compartilhe:

Comentários: