Bancários entram em greve na Bahia

Agência do Santander em SalvadorOs bancários da Bahia estão em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (19/9). Em Salvador, estão fechadas as agências da Avenida Sete de Setembro, Baixa dos Sapateiros, Cajazeiras, Calçada, Campo da Pólvora, Comércio, Iguatemi, Pituba e Avenida Tancredo Neves.

No interior do estado, a categoria cruzou os braços na base de Camaçari, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Irecê, Barreiras, Jacobina e Juazeiro. Na avaliação do presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza: “a greve neste ano está mais sólida do que a de 2012″.

Na última rodada de negociação, os bancos ofereceram 6,1%. A proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não inclui aumento real e valorização do piso, além de não responder as reivindicações sobre emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades.

O que os bancários estão querendo:

— Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

— PLR: três salários mais R$ 5.553,15

–Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese)

— Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional)

— Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários

— Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas

— Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários

— Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação

— Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários

— Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras

Fonte: Tribuna da Bahia


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