Bancos amanhecem protegidos por seguranças no Chipre

Bancos reabrem nesta quinta-feira, após 12 dias de fechamento.
700 seguranças vigiam instituições financeiras nacionais e internacionais.

Segurança na frente de um banco no chipre.  (Foto: Reuters)Vários bancos do Chipre amanheceram protegidos por seguranças nesta quinta-feira (28). As autoridades cipriotas se esforçam para preparar da maneira mais tranquila possível a reabertura dos guichês bancários, após 12 dias de fechamento.

Fechados desde 16 de março, os bancos da ilha mediterrânea deveriam inicialmente reabrir na terça-feira (26), mas o Banco Central do país decidiu adiar para esta quinta para colocar em prática medidas que evitem que os cipriotas esvaziem completamente as suas contas.

Na capital Nicósia, há 700 homens vigiando bancos nacionais e internacionais.

A retirada de dinheiro nos guichês ou caixas eletrônicos está limitada a € 300 por pessoa. Além disso, pagamentos e transferências no exterior não podem exceder € 5 mil por mês. Quem deixar a ilha só poderá transportar € 1 mil em dinheiro.

As medidas adotadas para impedir a fuga de capitais também devem atingir as contas de estrangeiros no país, principalmente as de russos. Os bens russos no Chipre ultrapassam € 20 bilhões, de acordo com estimativas da Moody’s, e devem ser cortados pelo plano de resgate.

Os dois maiores bancos do país, o Bank of Cyprus e o Popular (Laki) Bank, são alvo do plano de resgate da ilha concluído entre as autoridades cipriotas e os credores da troika – grupo formado pela União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). Pelos termos do acordo, o Banco Popular do Chipre, será fechado, e contas no valor inferior a € 100 mil serão transferidas para o Banco do Chipre. Contas com valor acima disso, em ambos os bancos, serão congeladas e sofrerão um “confisco” de até 40%.

Resgate
O Chipre chegou a um acordo de última hora com seus credores internacionais, na madrugada da última segunda-feira, para receber um resgate no valor de € 10 bilhões. O acordo era importante para evitar que os bancos do país quebrassem, o que prejudicaria não só o próprio Chipre, mas todos os países que integram a zona do euro.

Sem o resgate, o Chipre corria o risco de ter de sair do grupo, abalando a já frágil confiança dos mercados no bloco. Hoje, os ativos das instituições financeiras representam 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Chipre, enquanto a média europeia é de 3,5%.

Sem o acordo, o Banco Central Europeu (BCE) disse que cortaria os fundos emergenciais aos bancos, potencialmente levando o país a deixar a zona do euro.

Fonte: G1


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