Boa alimentação e exercícios físicos na infância previnem osteoporose

Conhecida por manifestar-se muito discretamente, e descoberta, na maior parte das vezes, através de suas consequências, a osteoporose também foi denominada de “doença silenciosa”, por conta do seu lento e quase imperceptível desenvolvimento no corpo. Mas, a verdade é que o combate a essa doença metabólica deve ter início logo nos primeiros meses de vida.

Ocasionada por fatores de risco como a ausência de cálcio e vitamina D – que, por sua vez, terminam por causar o enfraquecimento dos ossos –, a osteoporose é uma doença que atinge, em sua maioria, mulheres em fase pós-menopausa, entre a meia e a terceira idade. Porém, ela pode acometer homens e mulheres em várias faixas etárias diferentes, por conta de outras razões, como a herança genética.

“Na maior parte das vezes, a osteoporose só é percebida após uma queda ou choque que ocasionam fraturas e, através de um exame de densitometria óssea, é evidenciada a doença no organismo. É uma doença grave, pois, a depender da fratura, a recuperação é difícil e, em casos extremos, levam a outras deficiências que comprometerão ainda mais o organismo, podendo impedir a pessoa de locomover-se, ou mesmo levá-la à morte”, explicou a reumatologista Dra. Cláudia Costa.

Além da ausência de vitaminas e sais minerais, o sedentarismo, excesso de peso, associado ao tabagismo e ao alto consumo de café, também podem contribuir para o enfraquecimento do organismo, principalmente após os 40 anos, quando a perda da massa óssea tem início por conta da idade.

PREVENÇÃO
E para se prevenir contra esse mal, alguns cuidados são imprescindíveis para a manutenção do pico de massa óssea – quando a formação de massa óssea atinge seu limite, algo que acontece por volta dos 25 anos. Mas os cuidados devem começar bem antes disso, com as atividades físicas, e uma alimentação saudável.

“A prevenção deve ter início já com uma orientação regular dos pais, para que os filhos se habituem aos alimentos nutritivos e a uma prática diária de atividades físicas desde cedo”, orienta a reumatologista. No que se refere à osteoporose, é fundamental que a fonte de energia do organismo seja rica em cálcio e vitamina D, o que pede uma dieta balanceada.

Nesta lista alimentar podem entrar o espinafre, brócolis, quiabo, feijão, ameixas secas, sardinha sem pele, além do leite e seus derivados, no caso do cálcio. Já os peixes, a manteiga, as carnes de boi e de aves, e principalmente os óleos de salmão e fígado de bacalhau são os produtos mais ricos em vitamina D. Fora as refeições, exercícios físicos também contribuem para atrasar a perda da massa óssea, dando-lhe mais resistência.

Outra recomendação de especialistas da área são os banhos de sol diários por pelo menos 20 minutos, principalmente entre as 11h e 12h, quando o sol está forte. Contudo, é preciso evitar excessos, já que a intensidade dos raios solares neste horário também pode representar um risco à saúde.

Fonte: Tribuna da Bahia


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