Bolsonaro protocola pedido de impeachment de Dilma Rousseff

Deputado federal pelo PP-RJ fez denúncia contra a presidenta, democraticamente eleita em pleito, por crimes de responsabilidade e anunciou em seu Facebook

Rio – Aproveitando a proximidade das manifestações contra Dilma Roussef, previstas para este domingo, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) protocolou, nesta quinta-feira, pedido de impeachment da presidenta. Alheio às críticas de que a medida pode configurar um golpe à Democracia, o parlamentar chegou a publicar a notícia em sua página no Facebook fazendo sinal positivo com o dedo aos seus seguidores.

No documento, o parlamentar faz denúncia por crimes de responsabilidade “em razão de atos de improbidade administrativa”. Segundo ele, se o pedido for acatado pelo Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), poderá ser iniciado o processo de impeachment da presidenta. Para ainda ser apreciado no Congresso, o pedido do parlamentar tem de ser apreciado por equipe técnica da Casa e aceito por Cunha.

Defensor do militarismo, Bolsonaro chega a comparar o movimento ‘Fora Collor’ com o seu pedido, afirmando ainda que os fatos que levaram à cassação do ex-presidente Fernando Collor são “menos graves e inconsistentes que os imputados à Dilma Rousseff”.

“A história recente da democracia brasileira, garantida durante a necessária intervenção dos governos militares e mantida pelo livre exercício político dos representantes eleitos do povo, registra a destituição de um mandatário do Poder Executivo por crime de responsabilidade”, escreveu o parlamentar no documento, claramente defendendo a Ditadura Militar, bem como a retirada da presidenta Dilma, democraticamente eleita em pleito de 2014.

Quando questionado em outra ocasião sobre a possibilidade de aceitar um pedido de impeachment, Cunha declarou que não havia espaço para isso. O presidente da Câmara considerou a medida “descabida”.

Ele disse ainda que os fatos sobre o mandato anterior da presidenta, quando foram noticiados os escândalos na Petrobras, não devem ser discutidos no atual mandato: “Não há a menor possibilidade de minha parte (de acatar um pedido de impeachment). Não há de se discutir fatos de um mandato anterior. Todos querem que o país siga sua estabilidade. Pedido de impeachment ou qualquer coisa nesse sentido é descabido”, declarou ele.

Fonte: IG O dia Brasil


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