‘Caixa eletrônico’ que vende água no Quênia pode chegar ao Brasil

O projeto, que iniciou de forma piloto em 2009, já beneficiou mais de 100 mil pessoas no país aficano

Água limpa e barata já está chegando em grande quantidade ao Quênia. Isso porque uma parceria público-privada entre o governo de Nairóbi, capital do país, e a companhia dinamarquesa de engenharia hídrica Grundfos resultou na instalação de sistemas de distribuição do líquido vital. O projeto, que iniciou de forma piloto em 2009, já beneficiou mais de 100 mil pessoas e pode chegar ao Brasil.

O inusitado é que a máquina de abastecimento é bastante parecida com um caixa eletrônico de banco. Por esse motivo, ela foi apelidada de ‘Water ATM’. O aparelho é bem simples de manejar e comercializa 20 litros de água por 0,5 xelins quenianos, valor equivalente a dois centavos de real, de acordo com dados fornecidos à BBC. Antes da implementação do projeto, os moradores do subúrbio de Nairóbi compravam a mesma quantidade por 50 xelins.

Segundo informações do site Info, da editora Abril, desde 2009, já foram instalados cerca de 150 ‘caixas de água’ no Quênia. Andreas Kolind, gerente de vendas da Grundfos, afirmou que nesse tempo o custo do equipamento caiu 85% em relação aos protótipos iniciais e que a empresa está em fase de crescimento.  “Nós sabemos muito sobre as necessidades na África Subsaariana e da Ásia, mas precisamos estudar América do Sul antes de sabermos para onde ir. O Brasil está na lista a ser estudado”, disse ele.

De acordo com o site, o sistema de distribuição da água é composto por três itens: a máquina central, que fornece o recurso e controla as transações de compra; um cartão de crédito inteligente, que pode ser recarregado pelo celular ou pelo site da companhia; e um sistema computacional onde são processados os dados daquele quiosque hídrico, como a demanda local e a frequência de operações. Quando o usuário insere o cartão na máquina e indica a quantidade de água que gostaria de retirar, ela sai automaticamente por um cano até o galão. Isso é possível porque uma bomba submersível, que funciona à base de energia solar, está aliada ao sistema eletrônico.

Fonte: iBahia


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