Chega a 7 o número de mortos em desabamento de prédios em NY

Nove pessoas ainda são procuradas nos escombros.
Acidente deixou pelo menos 70 feridos em Manhattan.

Pelo menos sete pessoas morreram e outras continuam desaparecidas após a explosão causada por um vazamento de gás que fez dois prédios desabarem em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (12), informaram as autoridades locais.

Nove pessoas continuam desaparecidas, segundo a imprensa americana. Pelo menos 70 pessoas ficaram feridas no acidente.

A polícia de Nova York indicou pela manhã à AFP que o novo saldo da tragédia é de “4 mulheres e 3 homens mortos”.

As equipes de resgate trabalharam durante toda a madrugada e ainda continuavam no local na busca de vítimas entre os destroços nesta manhã.

A explosão atingiu um prédio no cruzamento das ruas 116th Street e Park Avenue, no bairro de East Harlem de Nova York, onde testemunhas disseram ter sido acordadas com o que pareceu ser um terremoto. O prédio ao lado também desabou.

Focos de fogo permaneciam acesos no meio da montanha de escombros várias horas após a explosão, complicando as operações de busca e resgate que entraram pela noite, informou o porta-voz dos bombeiros Michael Parrella.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descreveu o fato como uma “tragédia da pior classe”, destacando que a polícia e os bombeiros ainda procuram um determinado número de pessoas.

De Blasio assinalou que a explosão foi provocada por um vazamento de gás, segundo os primeiros elementos da investigação.

“Aproximadamente às 9h30 ocorreu uma grande explosão que destruiu dois prédios, causada por um vazamento de gás”, no Spanish Harlem, um histórico bairro de Manhattan de maioria latina.

O Hospital Mount Sinai recebeu 22 feridos, incluindo 19 que já tiveram alta, entre eles três crianças. Das três pessoas que seguem internadas, uma se encontra em estado crítico, informou um funcionário.

Segundo a Corporação de Hospitais e Saúde da Cidade de Nova York, outras 30 pessoas foram atendidas “com ferimentos diversos” nos hospitais públicos do Harlem e Metropolitano.

Já o hospital Presbiteriano de Manhattan “recebeu onze pacientes vinculados ao incêndio dos prédios no East Harlem”, informou o próprio estabelecimento.

Os serviços de trem saindo e chegando ao terminal Grand Central foram suspensos após a tragédia, ocorrida perto de seus trilhos, mas retornaram ao normal durante a tarde.

Centenas de policiais e bombeiros foram mobilizados com veículos de emergência para socorrer as vítimas.

A companhia de energia Con Edison havia informado anteriormente à AFP que recebeu um telefonema alertando as equipes sobre um possível vazamento de gás às 9h13 locais, poucos minutos antes da explosão.

“Um morador relatou cheiro de gás no interior do prédio residencial em 1652 Park Avenue, mas indicou que o odor poderia estar vindo de fora do prédio”, declarou o porta-voz Bob McGee.

“Duas equipes da Con Edison foram enviadas às 9h15 e chegaram logo após a explosão”, acrescentou.

A empresa também disse que estava trabalhando em estreita colaboração com o Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY) para tornar a área segura.

“Nossas equipes estão verificando as nossas linhas de gás e trabalhando para isolar todas os vazamentos que encontrarem, e estão agindo conjuntamente com o FDNY para tornar a área segura”, disse McGee.

Moradores locais também falaram sobre cheiro de gás na área.

Um porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York declarou à AFP que recebeu uma chamada de emergência às 9h34 local.

E o Corpo de Bombeiros informou à AFP que mais de 168 bombeiros e 44 unidades diferentes responderam ao chamado.

Fonte: G1

Imagem: Ilustração


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