China declara antigo prostíbulo japonês monumento histórico

Edifício de sete andares abrigava mais de 200 mulheres asiáticas.
Elas eram submetidas à escravidão sexual pelo exército imperial.

Nesta foto de arquivo de 12 de agosto de 2009, mulheres que serviram o exército como escravas sexuais durante comício que marca o fim do domínio colonial japonês em 1945  (Foto: Ahn Young-Joon/ AP)

As autoridades chinesas declararam monumento histórico um antigo prostíbulo de escravas sexuais do exército japonês na cidade de Nankin, que já foi a capital da China.

O edifício de sete andares abrigava mais de 200 mulheres asiáticas que foram submetidas à escravidão sexual pelo exército imperial e que eram chamadas pelo eufemismo ‘mulheres conforto’, informou a agência oficial Xinhua.

Nankin, cidade mártir do conflito, tinha 40 casas de prostituição forçada controladas pelos japoneses, segundo um historiador chinês citado pela agência. O maior prostíbulo foi o que recebeu o reconhecimento.

As relações entre Pequim e Tóquio passam por um momento de tensão, especialmente pelas disputas territoriais e pelas fortes divergências sobre a história.

Todos os dias a imprensa oficial ou as autoridades recordam o passado militarista do Japão, país acusado de rejeitar um trabalho de memória doloroso sobre as atrocidades cometidas por seu exército.

Na guerra de palavras e de propaganda, Pequim não poupa esforços e a imprensa abre espaço diariamente para as vítimas dos atos japoneses e publica várias reportagens sobre os museus e memoriais dedicados ao período.

A China anunciou em fevereiro a criação de datas de recordação para o massacre de Nankin (1937) e a vitória contra o Japão na II Guerra Mundial (1945).

Fonte: G1


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