Comércio pode cobrar pelas sacolinhas recicláveis em São Paulo

Acordo, que garantia duas embalagens de graça por compra, terminou no sábado (10). Comércio ainda usa sacolinhas antigas, que estão proibidas.

Mais um capítulo da novela das sacolas plásticas em São Paulo. O comércio pode, de novo, cobrar pelas sacolinhas recicláveis. Só que muita gente não aceita isso.

Ainda encontra-se muita gente saindo de lojas com as sacolinhas antigas, que estão proibidas. Principalmente, dos estabelecimentos menores. A prefeitura disse que não quer criar uma indústria de multas. Que o que importa é mudar o comportamento das pessoas em relação ao lixo.

O que não falta nas ruas é variedade. Tem sacolinha de tudo quanto é jeito: as cinzas, as verdes, as que vão e voltam para casa e até mesmo aquelas que não poderiam mais estar circulando por aí.

Bom Dia Brasil: Érica, o que você comprou?
Érica: Comprei cosméticos.
Bom Dia Brasil: E entregaram na sacola branquinha?
Érica: Na sacola.

Rejane comprou parte do jantar em uma banca de rua, que também foi entregue para ela na sacola antiga. “A maioria dos estabelecimentos comerciais entregam na sacolinha reciclável mesmo, mas só na rua. Essas coisas que você compra na rua diretamente, não”, afirma Rejane Patrícia, captação de recursos.

A mesma coisa aconteceu quando o aposentado Nelson da Silva foi comprar os jornais. “Nem pensei. Lembro mais no mercado, açougues. Mas banca de jornais não”, diz.

O que os pequenos comerciantes dizem, sem gravar entrevista, é que ainda têm estoque das sacolinhas antigas e que não querem simplesmente jogar tudo fora. Por isso, continuam distribuindo os modelos que já deveriam ter sumido das ruas.

Em um açougue, o lote das sacolinhas antigas está no fim e o dono diz que já nem distribui mais. Mas tem cliente que insiste.

“Até pelo fato da sacola ser frágil e algumas pessoas pegam ônibus. Além do peso, ela é transparente a carne fica visível e para esconder o produto o cliente coloca várias sacolinhas para poder transportá-las”, conta o proprietário do açougue, José Turim.

Ele diz que essa atitude tem saído caro para ele porque o açougue não cobra pelas sacolinhas. Mas poderia. O acordo, entre o Procon e a Associação Paulista de Supermercados que garantia duas embalagens de graça por compra, terminou no sábado (10). A ideia era educar o consumidor, que continua tendo desconto se trouxer a sacola de casa.

“Quando ele levar a sua ecobag ele terá direito de R$ 0,03 de desconto a cada cinco produtos. E este direito continua até o dia 10 de novembro”, explica a diretora executiva do Procon/SP, Ivete Maria Ribeiro.

Dona Maria do Socorro anda equipada com sacolas ecológicas e até um carrinho de compras. E diz que se precisar, topa pagar pela sacolinha. “Eles cobrando, as pessoas vão saber utilizar melhor. Não vai pegar muita sacolinha porque, às vezes, como é gratuita, eles pega muita sacola e polui o ambiente, afirma a autônoma Maria do Socorro.

A prefeitura disse que a decisão de cobrar pelas sacolas plásticas depende da consciência ambiental de cada empresa. E reforçou que a ideia das novas sacolas é favorecer a separação do lixo reciclável e orgânico.

Fonte: G1 / Bom dia Brasil


Compartilhe:

Comentários: