Concurso público é cancelado após gabarito vazar um dia antes da prova

Medida foi anunciada pelo presidente da Câmara durante coletiva de imprensa.
Gabarito contendo as respostas foi publicado no sábado no site da Câmara.

O concurso público da Câmara Municipal de Pirassununga (SP) para o preenchimento de quatro vagas foi cancelado nesta segunda-feira (9) durante uma coletiva de imprensa. A medida foi anunciada por volta das 11h30 pelo presidente da Câmara, Alcimar Montalvão Siqueira, que afirmou decidir cancelar as quatro provas após a denúncia. O gabarito contendo as respostas foipublicado no sábado (7) na página da própria Câmara Municipal.

Siqueira informou que uma reunião será realizada entre os representantes do departamento jurídico e a empresa responsável pela realização da prova, a SR Digitalizações, de Ribeirão Preto (SP). A companhia venceu, em novembro de 2014, a licitação para organizar o concurso, assinando um contrato de R$ 7.500 para o serviço. Outras quatro empresas concorreram pela vaga.

Gabarito foi publicado na página da Câmara de Pirassununga (Foto: Reprodução/EPTV)O presidente lamentou o episódio e a postura da diretora da empresa, Renata Zanetti, que afirmou ter sido a responsável pelo lançamento das respostas na página. “Esse gabarito é falso, é apenas um esboço para que no futuro a gente possa lançar as alternativas corretas da prova. Quem lançou fui eu. Foi lançado e rapidamente foi tirado, mas cai na rede o pessoal tem acesso”, alegou. A Câmara ainda investiga para saber se o gabarito era o oficial.

Além disso, será estudada a possibilidade de devolver o dinheiro para os candidatos que não quiserem participar de outro concurso. A Câmara também vai definir o prazo para o novo concurso. Ainda não se sabe se o contrato com a empresa será rompido após o vazamento.
Uma manifestação está prevista para acontecer na terça-feira (10) em frente à Camara Municipal de Pirassununga para protestar o ocorrido.

Problemas
Os 1.245 candidatos que se inscreveram pagaram de R$ 20 a R$ 50 para disputar quatro cargos: ajudante de serviços gerais, analista legislativo da secretaria, analista contador e analista técnico financeiro. A poucos minutos de a prova começar, na manhã de domingo, a dúvida era só uma: todo mundo queria saber se ela estava mesmo valendo.

Presidente da Câmara notificou empresa responsável pelo concurso (Foto: Wilson Aiello/EPTV)Na saída, quem fez a prova contou que algumas respostas batiam mesmo com a tabela divulgada e que havia questões com a alternativa correta já marcada. “Não pode acontecer, é sinal de que alguém teve acesso a isso ou um privilégio e não é certo com as outras pessoas que estudaram, batalharam pra tá aqui. A prova deve ser anulada”, disse a dona de casa Cristiane Nunes.

Alguns candidatos chegaram a se dirigir à delegacia registrar um boletim de ocorrência. “Ou anula-se a prova, ou devolve-se o dinheiro, porque a maioria não concorda. Muita gente não quis ir à polícia porque tem medo, mas eu acho que a gente tem que correr atrás dos direitos”, afirmou a operadora de caixa Rosangela Spoljaric.

Fonte: G1


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