Consultoria vai premiar as melhores empresas de saúde para se trabalhar

Embora o ranking não tenha começado ainda, a empresa Laboratório Sabin já está em primeiro lugar da largada

Quando completou um ano de trabalho no  Laboratório Sabin, o agente de atendimento João Paulo Laurentino ganhou de presente da empresa um check-up médico para seu avô. E foi nesses exames que seu Osvaldo acabou descobrindo um câncer de próstata. “Hoje, depois de várias sessões de quimioterapia, radioterapia e quase dois anos de luta, ele conseguiu vencer essa barra”, comemora João.

Se não fosse política da empresa presentear os colaboradores com o check-up, provavelmente o avô de João não teria descoberto a doença nem conseguido se tratar.

“Os exames são pouco acessíveis ao rendimento de sua aposentadoria e a saúde publica em Brasília (onde ele mora) é muito precária”, explica o neto João, que por causa disso vai trabalhar muito mais feliz, e agora se derrete em elogios pela empresa.

“Já trabalhei em algumas empresas e nenhuma delas me fez acordar todos os dias às 5h com um sorriso no rosto. As empresas que eu trabalhei só tinham uma visão: trabalho e trabalho, nem que isso custasse a saúde do funcionário”, compara.

Mapear práticas das empresas de saúde como a do Laboratório Sabin, e depois elaborar um ranking com as melhores empresas é o objetivo da consultoria internacional Great Place to Work (GPTW), em parceria com o CORREIO
e com a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-BA).

A GPTW, que faz todo ano um ranking com as melhores empresas do país, anunciou ontem que pela primeira vez será elaborada uma lista só do setor da saúde. “Vai ficar pronta em abril de 2014. Para participar, as empresas precisam se inscrever até outubro”, diz a analista de inteligência estratégica da GPTW, Michelle Magalhães.

Ela explica que os critérios para as empresas de saúde são os mesmos das outras empresas, e que para entrar no ranking, a empresa precisa ter mais de 50 funcionários.

Para participar, as empresas terão que entrar no site, fazer a inscrição e responder a dois questionários.

Um deles é o Culture Audit, que deve ser respondido pela área de Recursos Humanos de cada companhia, comentando suas práticas. O Trust Index é o segundo questionário, e deve ser respondido pelos funcionários da empresa.
 Após essas duas etapas, uma equipe de consultores da GPTW faz uma análise dos questionários e observa também os informativos complementares, como relatórios, publicações internas e fotos.

“É importante que as empresas de saúde sejam bons lugares para trabalhar, porque o ser humano chega lá frágil, sentindo dor. Precisa ser bem recebido, por funcionários satisfeitos”, diz o presidente do Sindicato de Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba), Raimundo Correia. Ontem, a GPTW apresentou uma palestra na sede do Sindhosba convidando as empresas do setor para fazerem a pesquisa. 

Melhores
Apesar do levantamento exclusivo da área de saúde não ter começado, a empresa  Laboratório Sabin é a mais bem posicionada do setor no ranking geral com empresas de todos os ramos. “A gente sempre teve práticas humanizadas, mas ao longo dos anos em que a gente foi participando da GPTW, fomos ressaltando isso, criando novas práticas”, diz a  gestora de RH do Sabin, Silvana Oliveira.

Mas não é só o Sabin que tem práticas premiadas. A empresa farmacêutica Novartis, por exemplo, convida um paciente para participar de reuniões com os colaboradores a cada três meses. Por meio de seu depoimento, colaboradores  podem entender a rotina de uma pessoa com uma doença tratada pelos seus remédios.

As melhores da saúde

1º  Laboratório Sabin
2º  Novartis Biociências SA
3º  Acripel Farma
4º  Unimed Missões
5º  Boehringer Ingelheim
6º  Unimed do Ceará
7º  Genzyme
8º  AstraZeneca do Brasil LTDA
9º  Unimed Federação Rio
10º  Produtos Roche
11º  Unimed Campo Grande
12º  Zodiac

Fonte: Correio da Bahia

Imagem: Ilustração

 


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