Conta de luz do brasileiro pode ficar mais cara a partir do ano que vem

Valor da conta de energia pode ter uma alta de até oito pontos percentuais.
Com arrecadação das empresas abaixo do esperado, pode haver reajuste.

O bilionário socorro para o setor elétrico vai trazer aumento na conta de luz já no ano que vem. Aumento que vai depender também das próximas chuvas.

As distribuidoras de energia estão em busca de mais um empréstimo para pagar os custos das termelétricas, que funcionam há meses para evitar racionamentos.

No dia 31 de julho, as distribuidoras teriam de pagar R$ 1,3 bilhão pelo uso da energia das termelétricas em maio. Mas a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) resolveu adiar o prazo para 28 de agosto porque as empresas teriam dificuldades para pagar agora e, se ficassem inadimplentes, poderiam não conseguir novos empréstimos.

Há quatro meses, os bancos emprestaram R$ 11,2 bilhões para as distribuidoras de energia. Até a segunda quinzena de agosto, elas devem receber um novo empréstimo: mais R$ 6,5 bilhões. Ao todo, só neste ano, a ajuda pode chegar a mais de R$ 17 bilhões.

Na terça-feira (29), o diretor da Aneel disse que toda essa ajuda pode encarecer a conta de energia em pelo menos oito pontos percentuais nos próximos dois anos.

Apesar do cálculo de oito pontos percentuais a mais na conta de energia, a Aneel diz que isso não significa que esse será o valor exato do reajuste. Isso porque a tarifa leva em conta outros fatores, como o volume de chuvas.

Se chover mais, a necessidade de usar as termelétricas é menor e o preço tende a cair. Agora, se a estiagem for grande, os oito pontos percentuais podem ser só parte de um reajuste ainda maior.

Fonte: G1 / Jornal da Globo


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