Corte de franquia da internet vai interromper acesso ao WhatsApp

Medida começa a valer a partir de dezembro. Clientes terão que comprar pacote adicional

 Com o corte da internet após o fim do limite da franquia, já realizado por alguns operadoras de telefonia móvel do país – A Vivo já utiliza o corte parcialmente – tendem a perder o acesso ao WhatsApp – um dos aplicativos mais utilizados nos celulares e smartphones.

Do ponto de vista legal, a mudança é permitida desde que estabelecida no contrato de prestação de serviço. É o que afirmou Adriana Pereira, diretora de Programas especiais do Procon/SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo). Segundo ela, as operadoras não podem alterar as regras dos contratos em vigência sem a autorização dos clientes.

 A TIM pretende seguir o mesmo caminho das concorrentes.  Ainda que tenha dito não prever qualquer ajuste, informou por meio de uma nota que está avaliando as diferentes possibilidades. “Estamos atentos às tendências de mercado e acredita que mudanças no formato de tarifação de dados móveis são um movimento natural, em linha com o crescimento contínuo do uso de internet nos celulares e outros dispositivos. Os clientes necessitam de franquias cada vez maiores e de uma experiência de internet de alta qualidade e – nesse contexto – o modelo de redução de velocidade após o consumo dos pacotes pode criar uma percepção negativa do serviço.”

Já a Claro afirmou que “está constantemente avaliando formas de oferecer aos seus clientes a melhor experiência em internet móvel do Brasil”, mas não se posicionou contra ou a favor ao corte do acesso ao fim do limite da franquia, tampouco se vai ou não aderir ao modelo.

Compra da TIM

Atualmente, a Oi oferece pacotes pré-pagos de 30 MB semanal e 100 MB mensal (veja tabela), além de pacotes adicionais de R$ 2,90 (semana) e R$ 9,90 (mês). A  Vivo, implementou o mesmo sistema a clientes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Com informações do Jornal Estado de São Paulo.

As operadoras Claro e Vivo fecharam acordo com o banco BTG Pactual para, junto com a Oi, comprar a TIM Brasil, a segunda maior empresa do mercado brasileira, para, depois, reparti-la em três. O valor não está fechado, mas pode chegar a R$ 31,5 bilhões, o maior negócio no setor no país. São cerca de R$ 30 bilhões, mais um prêmio de 5% pago aos acionistas, incluindo minoritários.

Em nota divulgada na sexta-feira (31), a Folha disse que será feita uma oferta aberta aos acionistas da Telecom Italia, dona da TIM Brasil, que decidirão em assembleia.

A entrega da proposta está condicionada à venda, por parte da Oi, da Portugal Telecom (PT) em Portugal, um negócio que deve ser fechado na próxima semana. O valor dessa transação será de cerca de € 7 bilhões (R$ 22 bilhões), já descontando a dívida e incluindo um prêmio pelo controle. Com o dinheiro, a Oi reduzirá seu endividamento para bancar sua parte na oferta pela TIM.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, classificou de “especulação” a notícia da possível compra da TIM pelas demais grandes operadoras de telefonia no Brasil.
De acordo com informação publicada em alguns jornais, as operadoras Claro, Vivo e Oi estariam combinando comprar e fatiar a TIM. Segundo o ministro, isso não foi confirmado por representantes das empresas.

“Conversei com os dirigentes das três empresas [envolvidas na suposta compra da TIM]. Todos negaram”, disse nesta quarta-feira (5).  Paulo Bernardo, durante evento comemorativo dos 17 anos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Acho que, por trás dessa notícia, há gente do mercado financeiro interessada em participações e em ganhar grandes somas… Tanto é que [por causa dessa notícia] a bolsa disparou”.

Fonte: iBahia

Imagem: Ilustração


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