Crise no Hospital Espanhol fica maior

Preocupados com a possibilidade de falência do Hospital Espanhol, enfermeiros fizeram uma manifestação em frente à unidade médica na Barra, na manhã desta quinta-feira (21).

O movimento liderado pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (Seeb) teve a participação de aproximadamente 150 profissionais que temem o fechamento da unidade, responsável por oferecer cerca de 270 leitos.

Os médicos que atendem à rede completaram uma semana de atividades suspensas e até então não têm prazo para retornar ao trabalho.

De acordo com a presidente da Seeb, Lúcia Duque, integrantes da categoria que compõem o quadro do hospital estão trabalhando com os salários atrasados, além de atuarem com deficiência de insumos indispensáveis para a prática.

“Além de protestar contra o fechamento do hospital, nósqueremos que a direção finalmente assine o documento exigido pelo Desenbanco para a liberação do restante do empréstimo”, explicou Lúcia. Ainda segundo ela, há várias conjecturas em relação ao futuro do hospital, mas até então, nada foi resolvido.

A presidente do Seeb disse que vai procurar o Ministério Público do Estado para solicitar uma audiência pública com a participação do embaixador da Espanha no Brasil, para discutir o assunto.

Os relatos em relação ao atendimento no Hospital Espanhol são de falta de essencial como medicamentos, materiais de limpeza e até mesmo alimentação para aqueles que ainda continuam atuando a unidade.

Ainda segundo ela, um acordo com a categoria incluiu o parcelamento das dividas salariais, que também não está sendo cumprido e não há perspectiva de melhora. “É preciso que a sociedade civil também pressione a direção do hospital para que ele não feche as portas”, desabafou.

A categoria marcou uma nova manifestação em frente ao Espanhol para a próxima terça-feira (26).

Todos os atendimentos no hospital estão suspensos, exceto aos pacientes que já estão em tratamento, segundo conforme o presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, Francisco Magalhães.

Segundo ele, as altas médicas estão acontecendo aos poucos e, logo, não haverá mais profissionais trabalhando até a total regularização dos problemas.

A equipe da Tribuna da Bahia tentou contato com a direção do Hospital Espanhol, mas até o fechamento dessa edição, não teve sucesso.

Fonte: Tribuna da Bahia


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