Denúncias sobre tráfico de pessoas em 2,5 meses de 2013 já superam números de dois anos

Bárbara Souza

Denúncias sobre tráfico de pessoas em 2,5 meses de 2013 já superam números de dois anosArtigo assinado pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) e publicado no jornal A Tarde deste domingo (17) traz dados sobre pessoas traficadas no país e no mundo.

No texto, intitulado “Negócio lucrativo e nefasto”, o parlamentar, que preside a Comissão de Inquérito do Tráfico de Pessoas no Brasil, afirma que a Universidade de Brasília apontou 930 cidades como focos desse tipo de crime, um dos mais lucrativos do mundo, que movimenta em torno de 30 bilhões de dólares e faz cerca três milhões de pessoas de vitimas.

“Qualquer número que eu lhe dissesse hoje seria um chute porque esse era um problema completamente desconhecido na escala da consciência nacional”, disse Arnaldo Jordy, em entrevista ao Bahia Notícias, quando questionado sobre os números do tráfico o Brasil. Segundo ele, o quantitativo de denúncias sobre a atividade criminosa nos primeiros dois meses e meio deste ano “já superam os dados de 2011 e 2012”.

O deputado associa o crescimento ao fato de que “a sociedade está tomando consciência de que é um problema mais recorrente do que se imagina”. Jordy disse ao BN que “muita gente achava que esse era um problema distante da nossa realidade”, ao ressaltar que o tráfico é um crime que adquire várias faces.

“Em Minas Gerais, cinco médicos foram condenados por conta de tráfico de órgãos”, exemplificou, ao citar também casos de “tráfico de crianças aí na Bahia”, de jovens seduzidas pela proposta de serem modelos no exterior e rapazes atraídos pela ideia de se tornarem astros do futebol internacional. Ainda de acordo com o presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, o relatório do colegiado será divulgado “com providências a serem tomadas, da Presidência da República até órgãos do governo”.

Arnaldo Jordy considera que o Código do Processo Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são “absolutamente obsoletos” quando o assunto é tráfico humano e frisa que o relatório parcial da CPI trará contribuições “para gerar alterações na legislação brasileira”. O parlamentar, que já foi integrante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, afirmou ao Bahia Notícias que lamenta a indicação do pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) para a presidência do grupo. “Independentemente das suas opiniões, ele tem o direito de presidir qualquer comissão, mas a Comissão de Direitos Humanos e Minorias ser presidida por uma pessoa que é homofóbica, racista, que é contra negro, que é contra homossexual é no mínimo um contra-senso”, concluiu.

Fonte: Bahia Notícia


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