Detran vai mudar sistema para impedir o comércio ilegal de placas de veículos

Com o objetivo de combater o comércio irregular de placas de veículos, o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) fará licitação para contratação de um sistema de controle do fornecimento de placas automotivas. O novo sistema vai informatizar o controle e rastrear a placa do início da fabricação até o destino final, que seria os veículos. A licitação será publicada neste mês de junho, ainda sem data definida.  

Atualmente, todo controle de comercialização de placas na Bahia é feito de forma manual. Mensalmente, as empresas terceirizadas e fabricantes emitem relatório, o que facilita a ocorrência de fabricantes que podem comercializar as placas sem autorização do órgão. “Queremos a criação do sistema de controle e fiscalização para que não ocorram práticas ilegais”, disse o diretor de veículos do Detran, Major Márcio Blanco.

Com o apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público, o Detran pretende com o novo sistema coibir a comercialização ilegal das placas, assim como a proliferação de veículos clonados, furtados e roubados para utilização de assaltos, sequestros relâmpagos, saidinhas bancárias e outras modalidades criminosas. “A SSP é um órgão de fundamental apoio no quesito fiscalização e o Ministério Público é importante no quesito transparência”, disse Major Blanco.

No Detran não há dados sobre a quantidade de veículos clonados na Bahia, porém, sabe-se que, em 2010, o estado foi recordista desta irregularidade. Em Salvador, em frente ao próprio Departamento Estadual de Trânsito, é possível encontrar vendedores de placas não autorizadas pelo órgão. Segundo o Código de Trânsito, uma placa de automóvel é igual ao número de uma carteira de identidade e não pode ser alterada.

Clonagem
Na maioria dos casos, a clonagem, que pode ser total ou parcial, ocorre por encomenda e é realizada por quadrilhas especializadas. De acordo com informações policiais, o pedido é feito, o ladrão “escolhe” o veículo e uma oficina clandestina confecciona a placa. Além dos proprietários legítimos sofrerem com multas frequentes, eles ainda podem correr riscos, uma vez que o carro clonado pode ser usado em outras práticas criminosas.

O serviço clandestino de emplacamento de veículos é feito às claras e custa cerca de R$ 200. Já uma placa totalmente regularizada, em Salvador, custa entre R$ 135 à R$ 150, enquanto no interior o valor fica em torno de R$ 100. De acordo com o Major Blanco, após a implantação do novo sistema de fornecimento de placas, o preço pode diminuir. “Existe um comércio irregular. Quando essa irregularidade acabar, a oferta vai aumentar e o preço vai cair. É lógica de mercado”, garantiu.

Mais detalhes sobre o modelo das novas placas, somente após a publicação do edital de licitação. Para explicar o novo método de fornecimento de placas de veículos, todos os fabricantes foram convocados pelo diretor de Veículos do Detran para uma reunião no próximo dia 11, às 14h, no auditório do órgão, para discutir a adoção do novo sistema.

Fonte: Tribuna da Bahia


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