Endividamento das famílias avança para 44,5% em maio e bate recorde

Esse foi o quinto mês consecutivo de alta no endividamento das famílias.
Tirando o crédito habitacional, porém, dívida ficou estável em maio, diz BC.

O nível de endividamento das famílias com os bancos avançou em maio deste ano e atingiu o patamar recorde de 44,52%, segundo informações do Banco Central.

De acordo com o BC, nos doze meses até abril o indicador estava em 44,2%. Maio, ainda segundo dados oficiais, foi o quinto mês seguido de alta do endividamento das famílias em relação à renda acumulada nos doze meses anteriores.

Segundo economistas, a elevação do endividamento das famílias está relacionada com o fraco crescimento da economia brasileira, que gera menos renda; com o aumento da inflação, que ao corroer o poder de compra da população impulsiona a busca por novos empréstimos; e, também, com a procura pelo crédito imobiliário.

Crescimento desde 2005
O endividamento das famílias vem registrando alta desde o início da série histórica da autoridade monetária, em janeiro de 2005. Naquela época, estava em um patamar bem menor: 18,39%. Em fevereiro de 2007, atingiu a marca de 25% e, no início de 2008, superou a barreira dos 30%. A marca dos 40% foi registrada no começo de 2011.

Endividamento estável sem crédito imobiliário
Os dados do BC mostram que, excluindo o crédito imobiliário, o endividamento das famílias, em doze meses até abril, ficou estável no patamar de 30,44% – o mesmo de abril deste ano. Entre maio de 2011 e setembro de 2012, este indicador operou acima de 31%. O patamar atual, porém, está bem acima do registrado no início da série histórica, em 2005, quando somava 15,2%.

Comprometimento da renda cai
Os números da autoridade monetária também revelam que o comprometimento mensal da renda das famílias com pagamento de empréstimos para instituições financeiras registrou pequena queda no mês de maio, para 21,44%, contra 21,57% e 21,47% em março e abril deste ano. Em 2005, este indicador estava em 15,61%, atingindo a barreira dos 20% em junho de 2011.

Fonte: G1

Imagem: Ilustração


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