Espanha já tem mais de 6 milhões de desempregados

27,16% da população ativa não tem emprego neste primeiro semestre.
Nº de desempregados há mais de um ano é de 2,9 milhões.

O número de desempregados na Espanha superou pela primeira vez a marca de seis milhões de pessoas, ao alcançar 27,16% da população ativa no primeiro trimestre do ano, segundo a Enquete de População Ativa (EPA) publicada nesta quinta-feira (25).

O país agora conta 6.202.700 desempregados, depois de ver esse contingente aumentar em 237.400 pessoas nos três primeiros meses de 2013.

O aumento do desemprego é a consequência mais grave da crise econômica vivida pela Espanha desde 2008, com a economia em recessão e fortes medidas de ajuste adotadas pelo Governo para reduzir o déficit público.

À procura de emprego, espanhóis enfrentam filas para entrar em uma agência e conseguir trabalho. (Foto: Sergio Perez / Reuters)

À procura de emprego, espanhóis enfrentam filas para entrar em uma agência e conseguir trabalho. (Foto: Sergio Perez / Reuters)

A ocupação diminuiu em 322.300 pessoas entre janeiro e março, pelo que o número de pessoas trabalhando ficou em 16.634.700, representando uma taxa de atividade de 59,68%.

O número de pessoas que perderam seus empregos há mais de um ano subiu para 2.901.100 nesse período, 111.200 mais que no quarto trimestre de 2012. Segundo a EPA, o número de desempregados cresceu em 563.200 pessoas em um ano, enquanto a ocupação caiu em 798.500.

A população ativa ficou em 22.837.400 pessoas, uma queda de 85 mil com relação ao trimestre precedente e de 224.100 na comparação com um ano antes.

Entre os homens, o desemprego aumentou em 130.400 pessoas no trimestre, para 3.304.700, enquanto entre as mulheres subiu em 107 mil, chegando a 2.898.000. Entre os estrangeiros, cresceu em 80.500 pessoas, elevando o total de desempregados a 1.302.300 e a taxa de desemprego desse contingente a 39,21%.

Quanto aos menores de 25 anos, o índice ficou em 57,22% no primeiro trimestre do ano, com 960.400 jovens sem trabalho.

O setor de serviços registrou o maior número de pessoas sem trabalho (1.823.900) e também a maior elevação do desemprego, seguido da construção, indústria e agricultura.

Fonte: G1


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