Exportações baianas caem 9,27%

As exportações baianas apresentaram queda no primeiro quadrimestre de 9,27%. O setor que mais registrou redução foi o de petróleo e derivados, cuja retração atingiu a casa dos 50%. As informações são do analista de comércio exterior da SEI, Bruno Neiva, que lembrou que em 2012 as exportações baianas atingiram o montante de US$ 11 bilhões. “Essa retração sentida nos primeiros quatro meses de 2013 também atingiu o setor de metais preciosos com queda de 18,7%, borracha com menos 21,8%, algodão menos 48% e cacau e derivados em retração de 26,9%”, cita.

Ele aponta os principais países que compram os produtos baianos nos primeiros meses de 2013. “A China com papel, celulose, cobre e metalúrgicos e a soja, com US$ 518 milhões, os EUA com químicos, borracha e papel com US$ 555 milhões, a Argentina com automóveis e responde por US$ 335 milhões, a Holanda com petróleo e derivados com US$ 250 milhões e as Antilhas Holandesas também com a pauta de petróleo e derivados com US$ 212 milhões”.

Bruno Neiva chama a atenção para a crescente participação dos países asiáticos como grandes parceiros da Bahia. “Além da China com US$ 518 milhões, Hong Kong com US$ 19 milhões, Singapura com US$ 26 milhões, Taiwan com US$ 32 milhões e Coreia do Sul com US$ 71 milhões”, informa. Ele ainda sinaliza por peso econômico. “A Ásia registrou nos quatro primeiros meses deste ano US$ 757 milhões em exportação, seguido dos EUA com US$ 455 milhões, União Europeia com US$ 674 milhões e Mercosul com US$ 376 milhões”.

Neiva faz menção especial ao Mercosul. “Desde 2012 que os entraves impostos pelo governo argentino têm se mostrado na redução das exportações para aquele país. As mercadorias brasileiras ficam presas na fronteira e o governo brasileiro acaba criando sanções em resposta ao excesso de protecionismo daquele país. O déficit nas exportações no comparativo entre 2012 e 2011 registrou 3%.

Em 2011 a corrente de comércio foi de US$ 2,687 bilhões e naquela ocasião a Argentina desbancou os EUA e a China como principal parceiro da Bahia. Em 2012, mesmo com os entraves impostos pelo governo daquele país, foram registrados US$ 2,237 bilhões com queda de 16% na corrente de comércio. No entanto, a cada mês sentimos a retração da Argentina”, explica.

Ele ressalta que só neste ano a retração atinge a casa dos três por cento. Sobre os demais países membros do Mercosul, a retração na corrente de comércio também é sentida. “A Venezuela nesse quadrimestre registrou queda de 84% com saldo de US$ 29 milhões na corrente de comércio, Uruguai menos 20% e participação de US$ 39 milhões, a exceção do Paraguai, que nos quatro primeiros meses deste ano teve incremento de 142%, respondendo por US$ 40 milhões”, pontua.

Caribe e demais parceiros

Sobre as exportações para o Caribe nesses primeiros meses de 2013, foi computada pela SEI redução de 50% no mesmo período de 2012, sendo saldo de US$ 220 milhões. No tocante às importações, houve elevação de 25% e valores de US$ 10 milhões neste ano. “A Bahia só exporta do Panamá. Registramos aumento de 25% com o valor de US$ 572 mil”, frisa.

Outros países que Bruno Neiva menciona e que ganham espaço e destaque nas negociações internacionais com a Bahia são Chile, que até abril a importação registrou US$ 437 milhões e a exportação com US$ 24 milhões, e o México, ocupando a sexta posição na corrente de comércio com o estado com US$ 207 milhões.  

Fonte: Tribuna da Bahia


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