Greve em universidades federais prejudica estudantes pelo país

Paralisação dos servidores chega a três meses e meio no Pará e Acre.

Em Goiânia, estudantes recorrem à justiça para se formar.

Duas categorias que estão negociando acordos com o governo são os professores e os funcionários técnicos e administrativos das universidades federais, que estão em greve há meses. Em Goiás, tem aluno recorrendo à justiça para se formar. No Paraná, os professores decidiram voltar ao trabalho.

As aulas já têm data para recomeçar na Universidade Federal do Paraná. No estado, os professores da federal decidiram encerrar a greve que durou pouco mais de um mês e voltam às salas a partir desta quarta-feira (16) em Curitiba. Os técnicos administrativos continuam de braços cruzados. O prédio da reitoria, em Curitiba, está ocupado por estudantes, que protestam contra cortes de recursos.

As aulas começaram a voltar na federal do Rio de Janeiro, mas a paralisação dos servidores chega a três meses e meio em estados como o Pará e o Acre. Em Mato Grosso, 20 mil alunos estão sendo prejudicados pela greve dos professores.

Os técnicos administraticos do Hospital Universitário Julio Muller, um dos maiores de Cuiabá, os técnicos administrativos aderiram à greve há pouco mais de um mês. O hospital diminuiu o número de leitos disponíveis para internação e também não está fazendo alguns exames.

Em todo o Brasil, os servidores querem 27% de aumento e reestruturação do plano de carreira.  “O reajuste salarial para todos, não só a universidade, todos os servidores públicos federais, nós solicitamos 27% em uma única vez, não 21% dividido em quatro vezes”, explica o professor universitário Roberto Boaventura da Silva Sá.

Em Goiás, a paralisação dos professores da federal já dura um mês e meio e a dos funcionários técnicos e administrativos 111 dias, e a dos professores, 46 dias. Por causa da greve, a formatura dos estudantes está prejudicada, mas os alunos de engenharia civil foram para justiça e conseguiram se formar.

Nas últimas semanas alunos de farmácia, agronomia e veterinária também se uniram e entraram com mandados de segurança para conseguir a colação de grau. Teve ainda estudante que procurou a justiça individualmente.

Dos 17 alunos da turma da nutricionista Isabela Guimarães dos Santos, só cinco tiveram dinheiro para contratar advogado. “Infelizmente é um direito nosso, mas nós tivemos que buscar a justiça para ter nosso diploma”.

Em nota, o Ministério da Educação diz que está aberto ao diálogo e que, nas reuniões com os representantes dos grevistas, se comprometeu a acompanhar as negociações salariais junto ao Ministério do Planejamento. A nota informa ainda que um grupo de trabalho vai acompanhar as questões relativas à carreira dos servidores.

Fonte: G1 /Jornal Hoje


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