Homem descobre câncer terminal após médicos negarem que ele estava doente

A vida do professor Jordi Akhurst sofreu uma reviravolta em apenas nove meses: ele passou de paciente com uma verruga suspeita nas costas para paciente terminal de câncer. Agora, ele luta para divulgar a doença e chamar atenção para os riscos do melanoma, o câncer de pele. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Morador da cidade de Plymouth, na Inglaterra, Jordi procurou um dermatologista ao notar o crescimento de um sinal em suas costas. O médico analisou o local e afirmou que não se tratava de nada grave. Pouco tempo depois, Jordi retornou ao consultório. Desta vez, a verruga estava ainda maior, de cor escura, com rachaduras e sangrando – algumas características do melanoma, o câncer de pele. O médico insistiu que o sinal era benigno.

“Voltei depois de nove meses, porque não estava feliz e queria tirar o sinal. Fui encaminhado para o dermatologista novamente e ele foi bastante insistente em não removê-lo. A verruga era negra, em alto relevo, estava rachada e sangrando. Você não precisa ser um especialista em câncer de pele para saber que algo não estava certo”, declarou à publicação.

Sabendo do risco que poderia estar correndo, Jordi procurou então ajuda no hospital Derriford e contou que a biópsia para detectar um tumor maligno foi feita quase “como um favor” pelo médico. O resultado dos exames não poderia ser pior: o câncer se espalhou para o cérebro, coração, glândulas supra-renais e gânglios linfáticos, deixando-o com mais de 50 tumores em torno de seu corpo.

“Tenho 30 anos e uma doença terminal. Está tudo bem, se você tem 70 anos. Mas eu estava esperando por mais 40 anos de vida pela frente”, lamentou Jordi, que descobriu a doença incurável quando seu filho, Lucas, estava prestar a nascer, há cinco anos.

Após as primerias cirurgias, em 2007, Jordi continou retornando ao hospital para avaliar a evolução da doença. No ano passado, ele descobriu os novos tumores, um deles no coração. Mais uma vez, os médicos erraram.

“Os médicos me disseram que era intratável e qualquer tratamento deixaria um buraco no meu coração. Eles disseram que o tumor era novo e tinha crescido rapidamente. Fiz um exame e o cardiologista afirmou, no entanto, que o tumor não era novo: não tinha sido visto em exames anteriores e poderia ter sido tratado”.

A expectativa de vida de Jordi é de mais cinco anos. Até lá, ele quer continuar falando sobre o câncer de pele. Em sua página no Facebook, ele postou uma foto para a campanha da fundação Jillian Hayes, outra paciente morta após a evolução do melanoma.

“Quero que as pessoas saibam que o câncer de pele existe. Eu tinha uma verruga e removi. Realmente pensei que isso era o máximo que poderia fazer. Não sou uma pessoa contra o bronzeamento artificial, embora isso não faça parte da minha história. Mas se as pessoas puderem pensar duas vezes antes de fazer o procedimento e usar protetor solar – seja com fator 5 ou 50… Basta pensar nisso e usar alguma proteção”, alertou.

Fonte: G1 / Extra


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