Idosa com câncer luta com o SUS para voltar a ter remédio para o tratamento

Quem sofre por depender de remédios diários sabe como é difícil quando falta o medicamento. Diagnosticada com câncer no pâncreas em 2005, a idosa Niuza Gomes de Oliveira, que mora no município de Contendas do Sincorá, na Bahia,  passou por cirurgia e foi submetida a tratamento. Mas, com 68 anos de idade, dona Niuza está há dois meses sem receber a medicação.

Portadora de tumor neuroendócrino de pâncreas, Niuza tem que viajar para Salvador uma ou duas vezes no mês. Mas, com o medicamento Sandostain Lar 20mg suspenso pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) desde o período natalino, seu estado se agravou. No dia primeiro de janeiro, a idosa teve que se deslocar até Salvador às pressas para ser internada no Hospital São Rafael.

“Minha mãe estava reagindo bem ao tratamento, mas desde a suspensão [do medicamento], seu estado vem se agravando. Ela ficou doze dias internada”, informou a professora Adriana Gomes de Oliveira, filha de dona Niuza.

Tratamento

Antes de ser internada no hospital da capital baiana, dona Nilza deu entrada em um hospital na cidade de Manoel Vitorino, com 40º de febre. Agora, já em casa, ela conta à Tribuna sobre seus sintomas. “Sinto fraqueza e muita dor nas pernas. Fico a maior parte do tempo deitada na cama me sentindo mal.”, desabafou.

De acordo com Adriana, anteriormente, a Sesab já havia deixado de mandar o medicamento e, em 2012, elas entraram com ação na justiça. “Ganhamos a causa e o Estado foi obrigado a fornecer a medicação”, explicou.

Com o descumprimento da decisão oficial, a Sesab foi multada no valor de R$ 50 mil, mas até então a multa não foi paga.

Especialista afirma

O medicamento, que é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é importante para evitar que o câncer se espalhe para outros órgãos. Segundo informações da oncologista do Hospital Português, Luciana Landeiro, o Sandostain Lar ajuda a interromper a progressão no câncer.

“Sem o tratamento, o câncer pode se espalhar pelo fígado, agravando ainda mais a situação. Além de poder afetar outros órgãos. O medicamento controla a doença e os sintomas relacionados a ela”, explicou.

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia informou por meio da assessoria de comunicação que esta situação ocorre por causa de um problema no processo com o laboratório Novartis.

Fonte: Tribuna da Bahia

Imagem: Ilustração


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