Inep publica edital com regras do Revalida a estudantes brasileiros

Para o governo, objetivo é avaliar se exame precisa passar por mudanças.
Inscrições começam hoje e vão até o dia 25 de julho.

Foi publicado nesta segunda-feira (15) o edital com as regras para o Revalida. A prova será aplicada aos estudantes brasileiros de medicina do sexto ano, é usado para avaliar os médicos formados no exterior e tem altos índices de reprovação,

No ano passado, 90% dos médicos estrangeiros  foram reprovados no exame. As inscrições começam hoje e vão até o dia 25 de julho. A prova será opcional para os estudantes de medicina do sexto. Segundo o governo, o objetivo não é testar os estudantes, mas avaliar se o exame precisa passar por alguma mudança.

Pode ser em hospital, em consultório. Pra exercer a profissão livremente,  o médico que se formou fora do país, precisa revalidar o diploma. Só que dos 884 que fizeram a prova obrigatória no ano passado, só 77 foram aprovados.

O índice de aprovação não chega a 4% dos inscritos que vem da Bolívia, país da América L atina com maior número de inscritos. Os médicos que se dão melhor no exame são os formados em Portugal,  Venezuela e Argentina. Ainda assim, o percentual máximo de aprovados não chega a 38%. Entre os brasileiros que estudaram fora, só 7,5% dos candidatos passaram.

Para saber se o exame está adequado e estudar o motivo de tanta reprovação dos médicos que vem de fora, a mesma prova será aplicada a 3,7 mil  estudantes do sexto ano de escolas públicas e privadas de medicina do Brasil. O Ministério da Educação diz que quer testar a prova e não o estudante brasileiro.

“Os resultados  não serão divulgados, os resultados servem para estudos do Inep no que se refere a avaliação, a estrutura da avaliação”, diz o presidente do INEP, Luiz Claudio da Costa.

O diretor da Escola Paulista de Medicina, Antonio Carlos Lopes, diz que aplicar o Revalida aos estudantes brasileiros força a uma comparação equivocada com os estrangeiros. “É uma comparação que não ta adequada, você vai pegar um médico de fora, formado há 4 ou 5 anos, que já fez residência e comparar com um que está se formando agora”, disse o diretor.

Para o  Conselho Federal de medicina  o governo não pode facilitar o exame. “É um teste que deve ser mantido como está. É um teste que apenas avalia a mínima condição para a prática da medicina”, disse Carlos Vidal.

O que o Danilo, estudante de medicina, sente falta é de uma avaliação que sirva para medir a qualidade não só dos estrangeiros, mas das escolas brasileiras.

“A gente precisa de uma avaliação através dos 6 anos que não seja avaliação punitiva e que permita que o estudante perceba  as deficiências durante o curso e possa mudar o rumo do aprendizado”, diz Danilo Amorim.

A previsão é que as provas sejam aplicadas no fim de agosto.

Fonte: G1 / Bom Dia Brasil


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