Joseph Blatter renuncia ao cargo de presidente da Fifa

Novo pleito será entre dezembro e março.
Jerôme Valcke é acusado de transferir dinheiro para compra de votos.

Joseph Blatter, presidente da Fifa, entregou seu cargo de presidente da Fifa nesta terça-feira. Ele convocou novas eleições ao comando da entidade – que preside desde 1999 – e informou que não concorrerá neste novo pleito. Até lá, porém, seguirá no cargo, para o qual foi reeleito na semana passada.

Jerôme Valcke
A imprensa internacional repercute a carta recebida pelo secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, em 2008. Para as autoridades americanas o dinheiro citado na carta foi usado para compra de votos a favor da candidatura da África do Sul, sede da Copa do Mundo em 2010.

A carta de 4 de março de 2008 foi assinada pelo então presidente da federação sul-africana de futebol, Molefi Oliphant. Na época, a África do Sul já tinha sido aprovada como sede da Copa do Mundo de 2010 e iria receber um dinheiro da Fifa para organizar a competição.

Na carta, o sul-africano pede ao secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, que pegue US$ 10 milhões do dinheiro que iria para Copa e transfira a um projeto na América Central.

O dinheiro, diz a carta, deveria ser administrado por Jack Warner, na época presidente da Concacaf, a federação que administra o futebol na América Central, do Norte e Caribe.

Para os investigadores, isso foi dinheiro de propina. Seria o pagamento a Jack Warner e outros dois dirigentes ligados à Fifa por terem votado na África do Sul como sede da Copa de 2010.

Jack Warner foi um dos indiciados na operação conduzida semana passada por autoridades americanas e suíças. Ele chegou a ser preso em Trinidad e Tobago, mas pagou fiança para responder em liberdade. Jerôme Valcke é o segundo homem mais forte da Fifa, braço-direito do presidente Joseph Blatter.

A Fifa divulgou uma nota em que nega o envolvimento de Jerôme Valcke nessa operação, mas a investigação, cada vez mais, se aproxima de outros dirigentes da Fifa.

Ricardo Teixeira
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por falsidade ideológica, falsificação de documento público, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O indiciamento foi em janeiro. Portanto, antes das prisões da semana passada na Suíça.

A Polícia Federal registrou que Ricardo Teixeira movimentou R$ 465 milhões entre 2009 e 2012. A movimentação foi considerada atípica pelo conselho de controle de atividades financeiras do Ministério do Fazenda. Ricardo Teixeira não se manifestou sobre o indiciamento.

Fonte: G1 / Jornal Hoje


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