Justiça determina que loja indenize em R$ 40 mil vendedora chamada de ‘filhote de macaco’

Após a decisão, a loja de departamento recorreu, alegando que a vendedora nunca sofreu humilhação

A Justiça condenou a Lojas Renner a pagar R$ 40 mil de indenização por danos morais a uma funcionária que era chamada de “filho de macaco” e “lixo” no trabalho de acordo com o site Brasil Post.

Segundo o Tribunal Superior do Trabalho, a vendedora afirmou ter passado por longo processo seletivo e foi selecionada pra trabalhar na loja da rede em um shopping em São Paulo. A costureira da loja se referia à funcionária como “filhote de macaco” e “lixo” constantemente. Já a gerente dizia que ela deveria continuar “trabalhando com vassouras e baldes”.

No período das agressões, a vítima de injúria racial chegou a conversar com a psicóloga da empresa e com a supervisora da do setor da loja. Elas teriam orientado a costureira a pedir desculpas, mas nada mudou em relação às ofensas. Testemunhas confirmaram os xingamentos constantes à vendedora.

Após a decisão, a loja de departamento  recorreu, alegando que a vendedora nunca sofreu humilhação, mas teve recurso negado pelo Tribunal Regional, que manteve a sentença considerando a conduta “desrespeitosa, humilhante e discriminatória (em razão da raça e origem)” da vítima:”O empregado, ao firmar o contrato de trabalho com o seu empregador, não se despoja dos direitos inerentes à sua condição de ser humano, que devem ser respeitados pelo tomador dos serviços, em face dos postulados da dignidade da pessoa humana e da boa-fé objetiva.”
A Renner foi procurada pela equipe do Brasil Post para falar sobre o assunto, mas não se pronunciou até o fechamento da matéria.

Fonte: iBahia


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