Laudo aponta que tiro que matou DG partiu da arma de um policial

Documento emitido por peritos da Divisão de Homicídios (DH) será anexado nesta quarta-feira (14) ao inquérito aberto há nove meses pela 13ª DP (Ipanema)

O tiro que matou o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, mais conhecido como DG, no Pavão-Pavãozinho (RJ) em abril do ano passado teria mesmo partido da arma de um policial quando o dançarino fugia de um tiroteio na comunidade. De acordo com o jornal ‘Extra’, o documento emitido por peritos da Divisão de Homicídios (DH) será anexado nesta quarta-feira (14) ao inquérito aberto há nove meses pela 13ª DP (Ipanema).

A publicação afirma que os peritos Claude Chanbriard, Felipe Tsuruta e Marcio Coelho, que assinam o laudo, chegaram à conclusão confrontando o resultado do exame cadavérico de DG com os depoimentos gravados durante a reprodução simulada dos policiais que participaram da ação. “DG foi atingido quando, em fuga, buscava se esconder da investida da PM no interior do prédio, se posicionando sobre o beiral com o ventre voltado para a parede”, diz o documento.

Ainda segundo o laudo, a bala que atingiu DG acertou suas costas e saiu do corpo pelo ombro, portanto, “torna-se tecnicamente impossível DG ter ser atingido por um tiro produzido por atirador posicionado na parte mais alta”.

Relembre o caso
O corpo de Douglas Rafael, que se apresentava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo, foi encontrado dentro de uma escola municipal do Pavão-Pavãozinho por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade no dia 22 de abril de 2014. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro,  o laudo de local apontou que as escoriações no corpo de Douglas são compatíveis com morte ocasionada por queda.

Mas no dia 23, o resultado do atestado de óbito dizia que o falecimento foi causado por “hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax. Ação pérfuro-contundente”. Em outras palavras, o tórax de DG foi perfurado por um objeto – podendo, inclusive, ser uma bala –, com pontos de entrada e saída, o pulmão sangrou demais e ele não resistiu aos ferimentos.

A morte de Douglas Rafael, de 26 anos, provocou um protesto dos moradores, que acenderam fogueiras e fizeram barricadas nas vias de acesso à comunidade. A manifestação obrigou a interdição ao tráfego da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e da Rua Raul Pompéia, duas das mais importantes vias do bairro de Copacabana, no trecho próximo à favela. A saída da estação Ipanema do metrô para a Rua Sá Ferreira também foi fechada.

Fonte: iBahia


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