Mãe tenta há 45 dias liberar corpo de filho em Instituto Médico Legal

Após sofrer sem saber a localização do filho durante quatro meses, a empresária Miriam Andrade, mãe do advogado Ricardo Melo, 37 – sequestrado em abril e assassinado por Paulinho Mega no início de setembro –, sofre para conseguir velar o corpo do advogado. A empresária revelou à Tribuna da Bahia que luta há um mês e 15 dias para retirar o corpo do Instituto Médico Legal (IML).

“Depois do imenso sofrimento de uma mãe que não sabia onde o filho estava, sofro agora sem conseguir enterrar meu filho. Disseram que o corpo seria liberado hoje [ontem], preparei tudo para o velório, mas o corpo não foi liberado.

O que me disseram foi que faltava material para fazer o DNA ósseo, porque médico qualificado tem, equipamento também. O corpo dele já está no IML há mais de um mês. Isso é um absurdo. É um descaso”, contou Mirian Andrade.

Mirian aguentou o sofrimento por muito tempo calada, mas a empresária não suporta mais ter que esperar. “Quero mostrar até que ponto vai esse descaso. Hoje sou eu, amanhã outra mãe pode estar passando por esse sofrimento. Se o corpo não for liberado logo, tomarei minhas providências. Se for necessário, vou partir para o que der e vier”, desabafou.

Relembre o caso

Ricardo Andrade Melo foi sequestrado em abril deste ano. O sequestrador de Ricardo alugou um apartamento no mesmo prédio da vítima para se aproximar dele. Os dois foram vistos juntos, pela última vez, no dia 29 de abril, em um posto de combustível no bairro da Graça.

Ricardo acompanhava o vizinho, que informou que iria comprar um carro importado. Horas depois, o sequestrador  aparece entrando em um posto bancário.

Segundo a polícia, ele tentou sacar o dinheiro da conta de Ricardo, mas não conseguiu porque o cartão estava bloqueado. Depois disso, o advogado não foi mais visto. A família recebeu um telefonema pedindo resgate e o sequestrador mandou o número de uma conta bancária para depósito.

A polícia descobriu que a conta estava em nome de uma criança, filha de Paulo Roberto Gomez Guimarães Filho, conhecido como Paulinho Mega.  O corpo do advogado foi encontrado dentro de uma cisterna no bairro de Castelo Branco, no dia 7 de setembro.

Preso em uma operação da Polícia Civil em São Paulo, Paulinho Mega confessou que sequestrou Ricardo Melo porque precisava de dinheiro para fugir do país. Ele já era condenado a 22 anos de prisão por outro homicídio e planejava deixar o Brasil.

Fonte: Tribuna da Bahia

Imagem: Ilustração


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