Mais de 1.500 cidades do Rio de Janeiro ainda têm lixões clandestinos

Prazo para terminarem com vazadouros irregulares vai até agosto de 2014.
Em Gericinó, no bairro de Bangu, catadores atuam em situação degradante.

Quase um terço das cidades brasileiras joga o lixo em depósitos irregulares. Mas isso vai ter de acabar.

O prazo termina em agosto de 2014, mas ainda é grande o número de municípios que despejam o lixo em vazadouros clandestinos.

Estima-se que 1.579 cidades ainda tenham lixões. Quase um terço de todos os municípios brasileiros.

No Rio de Janeiro, o último aterro de lixo da Região Metropolitana que ainda tem catadores trabalhando em situação degradante será encerrado em março do ano que vem. Gericinó, no bairro de Bangu, na Zona Oeste da cidade, deixará de ser um depósito de resíduos a céu aberto, com urubus, ratos e baratas, exalando um forte mal cheiro, para fornecer energia a partir do gás do próprio lixo.

Da montanha de lixo com 60 metros de altura será possível gerar energia a partir da queima do gás metano por pelo menos 15 anos.

“A gente tenta fazer uma parceria com a iniciativa privada, onde a iniciativa privada faz todos os investimentos e tem o lucro dessa operação e a gente tem as vantagens de não ter esse efeito negativo do estabelecimento do aterro sanitário encerrado”, declara Vinícius Roriz, presidente da Comlurb.

Os quase 250 catadores cadastrados no aterro de Gericinó poderão fazer cursos profissionalizantes e receberão, cada um, R$ 13.9 mil para recomeçar a vida.

“Quero fazer a minha casa, construir e trabalhar de carteira assinada”, diz um catador.

“Já vi um trabalho pra mim de carteira assinada”, diz outro catador.

A solução para Gericinó foi inspirada no encerramento de Gramacho, o maior aterro da América Latina, na Baixada Fluminense. Lá, os catadores também foram indenizados e o gás do lixo está sendo vendido para a refinaria Duque de Caxias.

Mas do lado de fora de Gramacho, flagramos a atividade criminosa de quem continua separando o lixo e descartando o que não interessa sobre manguezais e nas margens dos rios que deságuam na Baía de Guanabara. Um crime ambiental investigado pela Polícia Federal, mas ainda sem solução.

A Polícia Federal informou que abriu 20 inquéritos pra investigar crimes contra o meio ambiente no Jardim Gramacho. E a prefeitura de Duque de Caxias disse que, nos últimos nove meses, interditou três pontos de despejo irregular de lixo.

Fonte: G1


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